Quase baianos

 

Quase baianos

Lara Bastos


Imigrantes estrangeiros deixam legados culturais importantes para a Bahia

Os temperos, sons e paisagens da Bahia até hoje atraem imigrantes de diferentes nacionalidades. Estrangeiros que viriam a se tornar nomes importantes para a cultura baiana começaram a chegar na década de 50, a maioria se fixando em Salvador. Figuras como Pierre Verger e Carybé ajudaram a povoar o inconsciente coletivo dos baianos com registros e imagens do Candomblé. Ao lado de Carybé, os italianos Pasquale de Chirico e
Lina Bo Bardi deixaram marcas indeléveis na paisagem urbana de Salvador. A fundação dos Seminários Livres de Música por Koellreutter e a primeira geração de professores e músicos que aqui se estabeleceram, muitos vindos da Europa, teve influência decisiva na musicalidade de um dos movimentos culturais mais importantes originados na Bahia: a Tropicália.
O engajamento em questões sociais caracteriza a segunda leva de imigrantes que em Salvador se fixou a partir dos anos 70. Seja em defesa da preservação ambiental, como o artista plástico Frans Kracjberg, ou na luta contra o racismo, como o cubano Carlos Moore, esses quase baianos olham com novos olhos as velhas contradições da soterópolis. Documentá-las é a tônica do trabalho dos cineastas Bernard Attal e Max Gaggino. Além destes, muitos outros ainda contribuem para o desenvolvimento e divulgação da cultura local.
Conheça, na galeria abaixo, alguns dos imigrantes que a Bahia adotou ao longo do século XX e a as marcas que deixaram no estado.
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