Soteromundo
A BAHIA
COMO CASA

Ser estrangeiro e morar em outro país é encarar um modo de vida diferente do que se está acostumado. Cada lugar tem uma organização própria, fusão da cultura com as condições estruturais. Salvador, primeira capital do Brasil, nasceu de misturas e tem como marca um povo que gosta de falar e agir com afetividade. Erguida sob o selo sincrético, Salvador recebeu uma leva de imigrantes a partir do século XIX. Foram espanhóis, mas também portugueses, franceses, italianos e alemães, que somaram-se aos colonizadores, ex-escravos e índios. Mais de 27 mil estrangeiros moram em Salvador, segundo dados do Departamento da Polícia Federal (DPF). Em tempos de globalização e circulação de pessoas, quando o mundo está com os olhos voltados para as crises migratórias na Europa, mas que também já repercutem no Brasil, ficamos curiosos em saber as histórias de quem saiu do próprio país e escolheu a capital da Bahia como casa.

Não é fácil deixar o próprio país e permanecer em outra língua, outros costumes, outra cultura. Mas há quem escolha viver assim. Eles abraçaram um modo de vida particular: trabalham, formam famílias e estabelecem laços afetivos. Sem perceber, criam um jeito especial e novo de ser baiano.

Mollie James
Ainda faz panquecas e brunch à moda americana, mas incorpora a cultura baiana no dia a dia.

Jian Qin
Chegou há 14 anos com o marido e hoje é uma das muitas chinesas que administram loja no Centro Antigo.

Marcelo Stride
Ainda preserva o sotaque italiano, mas escolheu a comunidade do Morro da Sereia para morar.

