Jean Desterro se sente refém da internet, não tem muita paciência, mas usa as redes sociais para mostrar o seu corpo e seu talento. Aos 25 anos, o baiano Jean  tem mais de 58 mil seguidores só no seu Instagram, onde posta fotos para lá de sensuais. “Quando eu posto uma foto com roupa quase não tem curtida. Quando eu boto uma quase pelado são mais de 2 mil curtidas e um monte de compartilhamentos”, brinca ele que no final desse ano se forma em Engenharia por uma universidade privada de Salvador.

jEAN DESTERRO POR VINY SOARES

Crédito: Viny Soares-Divulgação

Jean trabalha como modelo, gogo dancer e tequileiro há 6 anos. “Iniciei nessa atividade quando estava fazendo curso técnico e precisava de uma renda. Hoje trabalho como técnico apenas de ‘bicos’ pois como modelo ganho bem mais do que atuando na área. No final do ano, me formo em Engenharia, mas continuarei trabalhando”, explica. Para dançar em uma balada, por exemplo, o cachê médio é de R$ 200. Já em despedidas de solteiro, quando geralmente faz strip-tease (agora, se abana!) e fica bem mais à   vontade, o valor é de R$ 350. Ele não revela quanto fatura no total  por questão de segurança.

 

Vaidade

Vaidoso assumido, Jean treina seis dias na semana por 1h30 para manter a forma que lhe rende muitttttttos cliques e assédios de homens e mulheres. Por conta disso, acredita ele, está solteiro. “Já tive quatro relacionamentos, mas todos acabaram porque as meninas brigavam muito por ciúmes. É preciso ter compreensão”, diz.

O cuidado com o corpo, segundo Jean, é por prazer e – à  s vezes – por obrigação. “Eu cuido do corpo por vaidade, pela saúde e pelo trabalho. Acabo me sentindo pressionado. Tenho que está com o corpo em cima. Tenho que postar muitas fotos com tom apelativo – de propósito mesmo”, argumenta Jean.

Preconceito
Para atenuar o preconceito contra sua profissão, Jean evita dar muito detalhes de sua vida privada, onde está, o que faz, onde mora… “O preconceito existe e as pessoas confundem o trabalho de gogo dancer com o de garoto de programa”, ressalta. Ele conta que a família, inclusive, apoia e sabe desde o início das suas atividades. “Desde o primeiro dia que comecei a dançar comuniquei para a minha família que sabem muito bem quem eu sou e o que faço”, diz.

 

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