Por Thais Borges

Para evitar os casos de violência contra a mulher, racismo e homofobia, a prefeitura montou um esquema especial para registrar e encaminhar eventuais casos. O Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência Contra a Mulher funcionará durante todos os dias da folia. O anúncio foi feito na manhã da última quinta-feira (16), pela prefeitura, durante entrevista coletiva para o anúncio das novidades da folia, no Hotel Sheraton da Bahia, no Campo Grande. De acordo com a secretária municipal da Reparação, Ivete Sacramento, são 120 observadores trabalhando. Desses, 40 terão foco em racismo, 40 em LGBTs e 40 em mulheres.

Serão cinco postos fixos do observatório: um na Piedade, um na Praça Castro Alves e um na Casa d™Itália, Barra Center e Largo do Camarão. Além disso, um Whatsapp foi disponibilizado para denúncias: (71) 98622-5494. Vamos participar do observatório junto a Semur e usaremos esses dados para formulação de políticas públicas para mulheres e para o serviço de atendimento a mulheres vítimas de violência, completou a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Taíssa Gama.

Além disso, o Centro de Referência de Atenção à   Mulher Loreta Valadares, localizado nos Barris, funcionará em regime especial, 24 horas por dia, durante o Carnaval, com a equipe técnica completa (psicólogos, assistentes sociais e orientação jurídica).

Campanhas
A Semur vai lançar uma campanha de conscientização durante a folia. Temos uma campanha de conscientização em que todos os blocos e camarotes tem que afixar dois adesivos contra a exploração dos jovens e adolescentes e combate ao racismo, afirmou a secretária Ivete Sacramento. Ainda nesta quinta-feira, durante a apresentação, o Ministério do Turismo e a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente lançaram uma campanha de sensibilização contra a exploração de crianças e adolescentes no Carnaval.

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, que participou da entrevista coletiva, disse que o órgão federal não poderia ter escolhido uma cidade melhor do que Salvador para o lançamento da campanha. “Sei que a prefeitura também vai ser intolerante com qualquer tipo de abuso e é parceira do ministério nessa campanha”, afirmou Beltrão.

Outros serviços
Os outros serviços públicos de apoio ao Carnaval foram anunciados ainda nesta quinta. Para a Saúde, serão 11 módulos assistenciais nos circuitos oficiais. Neles, ficarão 130 leitos “ sendo 11 do tipo UTI. Cerca de 1,4 mil profissionais vão trabalhar na folia, incluindo 170 médicos e cinco equipes de cirurgia bucomaxilofacial.

Ano passado fizemos 6,5 mil atendimentos, sendo 600 cirurgias na rua. Apenas 200 casos foram encaminhados para as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e somente 50 para a rede hospitalar, contou o secretário municipal da Saúde, José Rodrigues.

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