Não feche os olhos para a gente

Não feche os olhos para a gente

Maria Clara

Quando resolvemos fazer o perfil dos integrantes da 13ª Turma do Correio de Futuro, alguns colegas me vieram a mente, não por escolha pessoal, mas, pelo fato, de querer explorar e falar um pouco mais daquela pessoa escolhida. A lista foi divulgada no nosso grupo de WhatsApp “Deslumbrados e Polêmicos”- deixo para você, caro leitor, a viagem de decifrar a escolha desse nome, e lá estava o Maria Clara Gibson.

Não sou uma pessoa que fala muito, num primeiro momento, vou me soltando com o decorrer do tempo, porém, gosto muito de observar as pessoas e Clara é aquela pessoa que você conhece agora e já sabe dizer o que ela é, o que ela realmente é. Recordo-me que no início das palestras a observava e pensava como ela gostava de falar, mas a fala dela não é só a verbal, suas expressões traduzem exatamente o que ela está pensando, dos gestos das suas mãos podemos sentir o que ela está sentindo.

Logo quando iniciamos a imersão nas Editorias do Jornal Correio, uma pessoa deveria ficar encarregada de fazer as escalas e, por óbvio, Clara foi encarregada dessa função e aceito-a com muito gosto. Além de falar muito ela é de uma responsabilidade louvável, daquelas pessoas que recebe a função X e executa 4x, você me entende? Além de inserir na planilha ela te ajudava a encontrar o melhor caminho, lhe dava saídas quando você achava não ter nenhum.

Duas marcas fortes que pude perceber nela, a responsabilidade, já dita, e a preocupação. Sou viciada em café, daquelas que termina o copinho e já está com outro na mão, todavia, bebo pouca água. Um dia comentei isso com Clara e ela me disse que ia me cobrar beber água durante o dia, o nosso programa acabou e até hoje recebo mensagens dela me perguntando se bebi água.

Clara é significativamente mais nova que eu – minha idade já foi revelada, sou antiga, e não pretendo aqui repetir, mas essa diferença se tornava ínfima quando parávamos para conversar. Passamos juntas a imersão de Natal e muitos pontos convergentes foram detectados, porém, os meus eram manifestados de uma forma mais contida os de Clara estavam na face dela, sem valer-se da máscara do “está tudo bem”. Não estou aqui relatando a ocorrência de grandes problemas, mas aqueles triviais, que ocorrem no exercício da profissão.

Quando faço uma retrospectiva dos momentos que passei com ela percebo que ela é aquela pessoa que você diz que nasceu para profissão escolhida. O jornalista carrega consigo a curiosidade e o gosto de falar para público, seja através da escrita ou da fala, Clara poderia, facilmente, seguir por qualquer caminho – mesmo ela me dizendo que não gosta do telejornalismo, vejo muito talento nela.

De todos os pontos que pude perceber nela, um, no final do programa, me chamou muito atenção e foi inserido no meu rol de intenções perante a vida. Quando estávamos tendo a ultima reunião com as coordenadoras, Maria Ísis e Barbará, e a editora chefe do Jornal Correio,  Linda Bezerra, foi anunciado os integrantes que iriam seguir com estagiários na redação, nós já sabíamos que não haveria a absorção de todos e que a situação era um pouco mais crítica para os recém-formados, porém uma fala de Clara me surpreendeu, “Linda, não feche os olhos para a gente”. Essa pequena frase só serviu para ratificar aquele primeiro pensamento que tive Maria Clara que com a sua força de vontade e determinação ela ainda vai brilhar muito e, por isso, serviu de título para esse perfil, para que cada pessoa que leia carregue um pouco da força de vontade de Clara.