O novinho

O novinho

O cara ostenta o sobrenome até na camisa (Foto: Reprodução)

O cara ostenta o sobrenome até na camisa (Foto: Reprodução)

Carlos é o integrante mais jovem da 13ª turma do Correio de Futuro e eu, o mais velho, fiquei com a responsabilidade de fazer o seu perfil. Nesses três meses de convivência intensa com o novinho da turma, deu pra perceber sua evolução: passou de um dos mais calados a um dos caras mais zoeiros da equipe. Uma constatação disso está em uma das matérias que fez, justamente sobre os memes que marcaram 2018, que ficou muito engraçado e vale dar uma conferida.
Mas o interesse mesmo dele dentro do jornalismo é outro e o sobrenome já indica a sua preferência. Sim, ele tem Bahia em seu nome, assina assim e ainda torce para as sardinhas de Itinga. Futebol é o seu assunto preferido e trabalhar na editoria de esportes o seu sonho. Falando nisso, a data de nascimento do dele, dia 6 de abril, coincide com a realização da primeira Olimpíada da era moderna, que aconteceu em Atenas, 1896. Sinais, fortes sinais…
Só pra lembrar: o episódio que mais marcou a sua experiência no Correio foi justamente a visita que fez ao Centro de Trenaimento do tricolor, participando da coletiva de imprensa. Imagine a cara de deslumbramento do garoto!
 O cara deve ter outros defeitos além de torcer para o time que torce. Faz parte. Só posso lamentar. Mas, pelo menos para mim, ficou evidenciado uma qualidade que pode ser melhor desenvolvida. Carlos é baixinho, magrelo e tem cara de menino, mas a sua voz é exatamente contrária ao seu porte físico. Seu timbre é grave e tenho quase certeza que com a devida atenção, cuidado e treinamento pode ser um grande diferencial em sua carreira. Pense nisso e depois falamos sobre o valor da consulta vocacional, tá ok?
 O garoto prodígio tem um futuro gigante pela frente, isso ninguém pode negar. Seja na escrita, com a voz ou na diagramação (fiquei sabendo que ele é craque) Carlinhos deve ter sua cadeira cativa no jornalismo baiano. É correr atrás. Tempo ele tem pra isso.