Cadê Anderson?

Cadê Anderson?

Cadê Anderson, gente? | Foto: Acervo pessoal

Cadê Anderson, gente? | Foto: Acervo pessoal

Eu propus o desafio de escrevermos os perfis uns dos outros baseados apenas no convívio durante esses três meses. Sem entrevistas! Caí na minha própria armadilha ao me deparar com o coleguinha perfilado rs. Era cilada!  Mas vamo que vamo porque…

…iiiiiit’s tiiiiiiime! Não temos o mito do UFC Bruce Buffer, mas Marininha está aqui pra avisar que o papai (de verdade) chegoooou! Anderson Silva tá na área, galera! Ops! Melhor Anderson Ramos, eu sei que ele prefere… De sobrenomes a gente entende e compartilha o mesmo gosto pelo bendito “Silva”, né? Mas, peraí! Antes de começar a falar mais sobre esse rapaz, já estava esquecendo de perguntar: cadê Anderson, gente?

Brincadeiras à parte, Anderson Silva Ramos é o veterano da nossa 13ª turma do Correio de Futuro. Com seus 32 anos, o grandão fala pouco e é bem reservado. Estudante “dessemestralizado” (beirando o VI semestre) de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da UFBA, Anderson já passou pelo Jornal Massa, do Grupo A Tarde, pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Salvador e pela ascom do Sindiquímica Bahia (Sindicato dos Trabalhadores Químicos do estado).

O sofredor do Vitória, ops, torcedor, adora esportes. Uma pauta sobre os lucros que moradores da Boca do Rio conseguiam alugando seus imóveis na época do Festival da Virada, inclusive, rendeu um elogiado perfil para o caderno de Esportes do CORREIO com o ex-jogador do Bahia, e agora dentista, Manoel Oliveira Filho, o Manezinho, 71. Detalhe: ninguém soube disso, viu? Ele não contou nada! O soteropolitano é do tipo “come quieto”, pelo visto rs. Esse Anderson não pula no octógono pra trocar soco com ninguém. Pelo contrário… quanto menos visibilidade, melhor!

Engraçado que nós somos uma turma extremamente unida e só andamos em bando nesta Rede Bahia. Se é hora do lanche, vai todo mundo junto, se entra na redação, paga mico, toma bronca, é tudo junto. Mas Anderson normalmente não está. Preciso deixar claro, contudo, que não falo isso de maneira crítica – é apenas uma constatação. Brinco sempre que ele não gosta de andar com a gente porque somos imaturos – e ele dá aquela risadinha marota, se faz de doido e, no final, foge da resposta. Sinceramente, até já questionei o porquê de Anderson não ser tão “chegado”. Mas depois percebi que esse é o jeitão dele. E cabe a gente respeitar, claro!

O sumido Anderson é recatado, do lar e casado. Inclusive, de criança para lidar já basta o baby Bento, de dois aninhos, que encanta a vida e é o modelo da única foto do perfil no Instagram desse pai de família coruja.

Na verdade, pelo que eu pude perceber, Anderson é da resenha também. Mas só se despe da armadura mais sisuda (sem o teor pejorativo, por favor) com quem se sente à vontade. E o entendo perfeitamente. Esses três meses foram suficientes para eu me enturmar e fazer novas e grandes amizades. Para ele, talvez fosse necessário um pouquinho mais de tempo.

No entanto, por vezes, o ar de seriedade dava lugar a brincadeiras e piadinhas durante as conversas no grupo do WhatsApp, nas poucas vezes em que lanchamos juntos ou no dia em que ele resolveu pular e gritar enquanto eu, Larissa e Clara caminhávamos tranquilamente, a fim de nos assustar. Foi super engraçado e surpreendente, inclusive, já que a zoeira veio de Anderson. Às vezes rolam uns lapsos de “imaturidade”, né, colega? kkkk

Eu não o conheço profundamente, mas sei que quando ele chegava na redação e me via por lá, sempre me dava um beijo na cabeça e perguntava como eu estava – naquela pegada cuidadosa de quem é pai e responsável por um ser humaninho. Antes, apenas o conhecia de vista porque estudamos na mesma faculdade e já pegamos matéria juntos.

Continuo sem o conhecer tanto assim… Mas sei que o cara resguardado que dava poucas opiniões nas aulas é o mesmo que, em geral, fala apenas o que é requerido nas nossas reuniões do Correio de Futuro, mas que também faz brincadeiras aleatórias.

O pai, estudante, estagiário e aspirante a jornalista tem o seu tempo e o seu espaço e, por isso, vai se mostrando aos poucos. Nem sempre é o mesmo tempo e o mesmo espaço que o nosso. It’s (your) time, man! E tá tudo certo, né?

Mas, vem cá: cadê Anderson, gente?