Um obrigado ao jornalismo esportivo!

Um obrigado ao jornalismo esportivo!

Luiz Sapucaia, médico do Bahia (Foto:  Felipe Oliveira / EC Bahia)

Luiz Sapucaia, médico do Bahia (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

Quem me conhece um pouco sabe que eu entrei no curso de jornalismo visando ser jornalista esportivo. Trabalhar com esportes, e principalmente com futebol, é o meu grande desejo e estar na editoria de esportes em determinados momentos da imersão tem me dado a convicção de que eu quero mesmo trabalhar com isso.

Na quinta-feira (3), passei o meu turno na editoria. Era o dia de reapresentação do elenco do Bahia, e o setorista Bruno Queiroz estava indo para o Fazendão, centro de treinamento do Esquadrão, naquele dia. Pude, então, ter a oportunidade de acompanhá-lo e, pela primeira vez na minha vida, pisar em um centro de treinamento, e logo no do clube de meu coração! Vale ressaltar que no dia anterior eu tive em esportes também e estava na expectativa de ir na reapresentação do Vitória, então não era algo que eu queria viver como torcedor somente, mas sim baseado na expectativa de ver o funcionamento dos bastidores, encontrar jogadores e ver como é a dinâmica de imprensa, assessorias, comissão técnica e atletas com as câmeras desligadas, além de saber como funciona uma coletiva de imprensa.

Digamos que eu não fui no dia mais oportuno. Entrevistas naquele dia só com o médico e o preparador físico do Bahia, sendo que apenas a primeira aconteceu, pelas demandas do preparador físico com os atletas. A falta dessa entrevista não teve um impacto muito grande na matéria que saiu, tendo em vista que as perguntas para o médico tiveram um teor parecido com as que seriam para o preparador físico (estado dos atletas em geral, expectativa para a temporada, etc). Jogadores? Não vi nenhum, pois o acesso ao local que eles estavam só estava autorizado aos cinegrafistas e fotógrafos. A maior emoção do dia foi procurar nas fotos do elenco que apareciam quem dos reforços não anunciados oficialmente já estavam junto com o elenco.

Com isso foi uma experiência ruim? De forma alguma! Pude observar outros aspectos do momento, conhecer jornalistas e radialistas que eu acompanho, ver a parceria e amizade entre os colegas de profissão, dos diferentes veículos e meios de comunicação. Todos são amigos, cada pessoa que chegava na sala de imprensa fazia questão de cumprimentar cada um dos presentes, tendo até o médico Luiz Sapucaia feito isso, algo que me surpreendeu bastante.

Os profissionais ali, mesmo sendo concorrentes, ajudavam uns aos outros com informações sobre aquela tarde, sem ter aquele clima de “passar por cima do outro”. Claro que existe um limite para cada um dar sua informação exclusiva antes de passar para o colega, e confesso que não consegui ainda descobrir como funciona isso de fato. A verdade é que esse compartilhamento existe e a ajuda para descobrir informações na hora foi grande (coisas do tipo: total de jogadores que estavam lá, quem eram os reforços não anunciados, mas que já haviam sido noticiados pela imprensa, estavam já no clube, etc)

Para mim a tarde foi ganha nisso. Naquele dia eu consegui mais uma prova do quanto eu acertei em escolher jornalismo, e do quanto eu gosto do jornalismo esportivo. Que seja a primeira de muitas coberturas lá!