Nobody said it was easy, baby

Nobody said it was easy, baby

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Bárbara Souza e Maria Ísis, as professoras-consultoras do Correio de Futuro, nos disseram que poderíamos escrever sobre algo pontual, que chamou mais atenção ou que mais gostamos na semana. Mas eu, responsável pelo sábado, me senti na obrigação de fazer um resumão da semana – principalmente DESTA semana. Como todo mundo já disse nos outros textos, os dias 4 e 5, segunda e terça, deram início às imersões e, os dias seguintes, ao processo de concepção das ideias para o produto final da turma. Foi um misto de sensações, experiências e, com certeza, preocupações.

Jornalista também faz ronda

A minha semana de imersão começou no digital com a repórter Amanda Palma. Ela chega às 5:00 na redação e tem a incumbência de fazer a “ronda”. Amanda assiste aos jornais que passam logo cedo na TV, checa os principais portais e agências de notícias do país, além das ferramentas de tendências que apontam os trending topics do dia. Ao longo da manhã, a jornalista também é responsável por atualizar o portal do CORREIO: tira destaque, coloca destaque, muda destaque, atualiza ali, atualiza aqui, e assim vai. Foi o que eu fiz junto com a repórter.

Cheguei às 7:00 no jornal. Só estávamos eu e Amanda na redação. A jornalista me ensinou, com paciência, tim tim por tim tim do que fazia e até me deu uma aulinha de como postar notícias no site pelo typo, que, cá pra nós, eu já esqueci tudo! Também fiz a famosa ronda… checando os portais do país, sugeri textos de outros veículos que poderiam ser referenciados no portal. Todas as sugestões foram contempladas: reescrevi matérias divulgadas na Folha e no Estadão (dando os créditos, claro!) e Amanda postou no site. Fiz uma materinha sobre o lançamento do novo clipe do Harmonia do Samba (que foi apurada por mim, postada com meu nome, tudo meu!). No fim, Amanda me elogiou, disse que meus textos estavam ótimos e eu só pude agradecer (meio timidamente) e ficar feliz, né?! Saí saltitante do meu primeiro dia na redação.

É na rua que se aprende

Na terça, de acordo com a programação original, eu iria para a imersão com a repórter fotográfica Marina Silva (minha xará de nome e sobrenome… mas me chamem de Marina Aragão, please). No entanto, o destino quis que a festa de Santa Bárbara caísse de paraquedas no meu colo. Detalhe: eu teria que estar na redação às 5 da manhã, pontualmente. Pois é. Decidi encarar o desafio de acordar antes das 4 e chegar à redação com o céu ainda escuro – antes das 5, inclusive. Não poderia ter tomado decisão melhor. Foi lindo. Eu amei!

Story postado por mim ao chegar às 5 da manhã na redação vazia

Story postado por mim ao entrar na redação vazia às 5 da manhã

Nunca havia acompanhado a celebração de Santa Bárbara/Iansã e, como essa é a minha primeira experiência de redação, nunca havia ido para a cobertura de uma pauta de rua num evento tão grandioso. Corremos atrás das “Bárbaras”, mulheres – xarás da santa ou não – que pudessem nos contar suas histórias para representar a força feminina desta fé. Conversamos com várias, assistimos à missa e seguimos a procissão até o Corpo de Bombeiros. Vermelho, fé, emoção, e calor (muito calor!) resumem a minha manhã de 04 de dezembro de 2018. E, de quebra, meu nome ainda apareceu no impresso juntamente com o da minha amiga e também futuro, Larissa Silva, e o do repórter estagiário Nilson Marinho, que nos acompanhou na pauta.

Homenagem à Santa Bárbara/Iansã na sede do Corpo de Bombeiros

Homenagem à Santa Bárbara/Iansã na sede do Corpo de Bombeiros

Nervos à flor da pele

Os três últimos dias da nossa semana útil se concentraram na concepção das ideias para o produto final. Essa é uma tarefa desafiadora que requer de cada um de nós a sugestão de um projeto muito bem detalhado e estruturado, com indicações de pautas, projeto gráfico, fontes, divulgação, objetivo, justificativa: tudo isso deverá ser apresentado (pasmem!) em CINCO minutos para (pasmem novamente!) as pessoas mais importantes desse jornal, dentre editora-chefe, diretor e jornalistas. Pois bem, o cérebro fritou! Só não fritou mais porque Bárbara e Maria sempre aparecem para nos socorrer.

Enfim… as atividades desta semana foram inéditas, diferentes e muito desafiadoras para mim, cada uma com as suas especificidades. Toda a experiência me fez perceber que ser jornalista é saber ser malabarista, equilibrando, com maestria, tempo, improviso e responsabilidade. Eu, aspirante à profissão, senti o baque da pressão, mas sigo firme – e feliz – na caminhada. Nobody said it was easy, baby (referência à música “The Scientist”, de Coldplay, e a Linda Bezerra – aposto que vocês sabem quem fala cada parte desta frase).