Fotos: Lorena Vinturini
Assim que saltei da van que levou os Jornalistas de Futuro à Arena Fonte Nova, escuto a célebre frase do Prof. Rodrigo Rossoni: “Lorena, hoje você é fotógrafa do CORREIO. Amanhã vai sair uma matéria sobre a visita e precisamos de foto”.
Susto.
Ok, respira. Para quem iria fotografar para o blog e bastidores, essa informação mexeu um pouco com os miolos.
Engrenados os motores do processo criativo.
Desde então, não baixei a guarda um segundo. Atenta ao que acontecia ao meu redor, tentei definir o que seria ou não importante fotografar (processo semelhante ao jornalista no momento que escreve o texto ou quando define qual é a pauta. O que é noticiável?). O que, visualmente falando, definiria a visita?
Começamos a tarde em reunião com o Secretário Estadual para Assuntos da Copa do Mundo FIFA 2014, Ney Campelo, e assistimos a apresentação do projeto da arena multiuso. Sala fechada, ar condicionado, mesas e cadeiras. Essa não era a imagem que eu estava procurando. Mas, claro, não deixei de fotografar.
Expressões
Ponto chave da fotografia, este é um elemento visual importante. Quando é possível, dirigimos o modelo, pedimos caras e bocas. Mas e quando não dá pra fazer isso? “Respira junto com o fotografado”, sempre me aconselhou o Prof. e Coordenador do LabFoto José Mamede. E como respirei. Foram 60 minutos de olhos vidrados no visor, quando de repente me veio uma pergunta: “Isso não incomoda? Imagina você falando e alguém com uma lente voltada pra você o tempo todo, atento a qualquer deslize da sua expressão?” Questionei sobre isso a Rossoni, que me respondeu: “Segue em frente, esse é o seu trabalho e o Secretário já está acostumando com visibilidade”.
Saímos ao sol
Pronto, agora eu tinha os elementos que queria trabalhar: capacetes, botas nos pés, vigas, cimento, trabalhadores, guindastes, e uma arena sendo erguida. Chamei os jornalistas de futuro, sugeri que se posicionassem da forma como eu estava imaginando e pedi ajuda a Rodrigo Rossoni para segurar o flash (que estava fora da câmera, de frente para os fotografados), trabalhei as expressões e… Clique!
Dia seguinte: foto no jornal.
Andei, suei, cansei e fiz calos nos pés. Mas ver a foto no dia seguinte apagou todos os trancos e barrancos.
Nossa primeira foto no jornal a gente nunca esquece.