Bem vindo, mundo novo

Bem vindo, mundo novo

Qualquer estudante de produção cultural que tivesse escolhido o curso por afinidade e não como válvula de escape, teria alguma resistência em participar de um programa chamado “Jornalismo de Futuro”. Comigo não foi diferente. Tive receio, primeiro porque tinha certeza que não queria ser jornalista. Além disso, mesmo sabendo que o programa oferecia vagas para alunos de produção, não entendia direito onde eu atuaria de fato. Em meio a tantas dúvidas (e outras tantas alternativas) escolhi arriscar e me jogar nesse mundo novo que abria as portas para mim.

Durante essa primeira semana, tive uma carga tão grande de informações sobre jornalismo e sua rotina, que foi inevitável ficar um pouco atordoada. No entanto, também foi inevitável admitir que se trata de uma rotina atraente. A visita à Rede Bahia foi um início maravilhoso. A cada setor da empresa, eu me sentia feliz e realizada, com certeza de que era ali que eu queria estar.

As palestras que aconteceram nos dias seguintes me fizeram enxergar colegas de programa encantados. E eu olhava pra todos aqueles olhos cheios de vontade de aprender, de sugar informação, cheios de energia, e pensava no quanto esse programa tem a capacidade de transformar realidades, de despertar sonhos que talvez nem existissem, de revelar talentos que só precisavam de oportunidade.

Nessas primeiras experiências no programa, aprendi a sentir novas emoções, me imaginar num ambiente de trabalho diferente, conhecer pessoas, profissões, paixões e um mundo inteiro anteriormente inimaginável pra mim. Ainda tenho dúvida sobre onde a produção cultural se encaixa no projeto, mas enquanto ela continua escondida, eu continuo me divertindo nesse lugar estranho e fascinante que por acaso eu me meti, e por enquanto desejo permanecer.