Direto da Fonte

Direto da Fonte

19 de fevereiro de 1989. Neste dia completava meu primeiro ano de vida. Neste dia o Bahia conquistava o segundo título de campeão brasileiro, em uma partida contra o Internacional, no Estádio do Beira Rio. A minha história com o Bahia não está, portanto, ligada diretamente à casa sagrada do time. Mas, nascida assim, sob o signo do Bahia, peço a licença para usar em primeira pessoa.

E, afinal, qual soteropolitano – Bahia ou Vitória – não tem uma história para contar sobre a Fonte Nova? Mesmo quem não é muito de futebol, pode ter sido uma das cerca de 50 mil pessoas a ver o show de Jimmy Cliff em 1980 ou, mais recentemente, esteve no último megashow do estádio, com a musa baiana Ivete Sangalo?

Na quinta, 10, fizemos uma visita às obras da Arena Fonte Nova, que já tem a responsabilidade de honrar o espaço em que é construído, com um passado tão cheio de memória. Não à toa, o projeto prevê uma arena multiuso, que além da realização dos jogos, permitirá a realização de shows e outros eventos.

Os jornalistas e o futuro. Foto: Luana Ribeiro

As obras realmente estão andando rápido. No entanto, contrariando as expectativas, Salvador receberá 6 jogos – mas nenhum jogo da seleção está garantido. “Nós fomos aprovados [pela FIFA] com ressalvas”, pondera o secretário extraordinário Ney Campello, salientando o bom andamento das obras da Arena.

O sucesso, até o momento, da construção da Arena Fonte Nova sugere que obras grandes e complexas podem dar certo, desde que bem planejadas e executadas. No entanto, após um período longo de chuvas fortes em que a cidade parou – a Transalvador, na terça-feira (8), convocou a população a não sair de casa – fica a sensação de que o atual estado das obras de infraestrutura e mobilidade que estão previstas vem atrapalhando o caminho da Copa 2014 e, caso não sejam concluídas, podem estragar a festa. Infelizmente, neste caso, não é a poeira das obras que deixa o futuro nebuloso.