Kivia Souza | Redação CORREIO
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Sabe aquela oportunidade de unir a teoria dos livros com prática a de mercado? Esse é o caso da estudante do 6º semestre de jornalismo Marília Moreira, de 21 anos. Ela foi uma das alunasselecionadas para o Programa Jornalismo de Futuro – iniciativa do Rede Bahia, através do jornal CORREIO, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e com o apoio da Odebrecht.
Juntamente com Marília, outros nove alunos formam o grupo do projeto-piloto que visa agregar a educação pelo trabalho. Ela revela que nunca estagiou, mas já participou de projetos vinculados ao Ministério da Educação (MEC) dentro da própria universidade onde estuda.
A estudante conta que desde o segundo semestre tenta aproveitar o que a faculdade oferece e, também, que essa parceria entre a instituição e o veículo pode ser a chance de treinar aspectos profissionais, como os prazos e a agilidade.
“Esse projeto vem muito a calhar porque vai funcionar como uma espécie de estágio supervisionado, já que tem professores orientando. Eu tinha muito medo de sair para o mercado e ficar meio à toa. Estou muito curiosa para ver como funciona, acho que numa redação o trabalho é mais dinâmico”, explica.
Já Ruan Ramon de Melo, 21, aluno do 5º semestre de jornalismo, tem experiência em rádio e acredita que as atividades que surgirão no dia a dia de um impresso vão aproximá-lo ao que realmente quer: ser repórter de jornal.
“É uma área que eu viso bastante depois da minha formatura. Acho muito bom sair um pouco do campo teórico e focar na prática. Espero que o grupo vivencie bastante o trabalho jornalístico e eu espero que nesses dois meses consiga aproveitar tudo”, comenta Ramon.
Pré-requisitos
Para participar da seleção para o Programa, os alunos precisavam ter alguns pré-requisitos, entre eles, estar cursando a partir do 5º semestre do curso de comunicação, na área de Jornalismo e Produção Cultural, ter um bom texto e ter um perfil inovador e criativo.
Foi o que fez Windson Santos, de 21 anos. Ele está no último semestre do curso de Produção Cultural da Ufba e revela que foi o único da turma a se inscrever no programa, passar pelas fases de seleção e ser um dos contemplados.
“Muita gente acha que a oportunidade é só para jornalista. Entrei nesse projeto visando agregar mais essa experiência que é diferente de qualquer coisa que eu já tenha feito. A cultura atualmente está muito associada ao jornalismo, minha participação pode ser bastante aproveitável nessa etapa do trabalho, além de ser uma nova visão, diferente dos alunos de jornalismo”.
A inserção dos alunos do curso de comunicação com ênfase em produção cultural foi pensada para que eles trabalhem diretamente com a produção de conteúdo específico, principalmente quando o assunto é crítica cultural.
“Não que o jornalista não saiba fazer, ele faz. Mas o de cultura tem esse desenvolvimento mais apurado e conhece linguagens que permitem se aproximar do seu entorno”, diz Suzana Barbosa coordenadora do grupo selecionado para participar do projeto.