Foto: Luana Ribeiro
Não caia no erro de pensar que a publicidade é a única ferramenta de comunicação que interessa às organizações, nem tudo se trata de anunciar e vender. As grandes empresas já perceberam que um bom posicionamento de marca é essencial no mercado, tendo investido bastante nisto. A comunicação organizacional é uma área cada vez mais aberta para profissionais que entendam pra valer do assunto, e foi tema de debate entre os participantes do Jornalismo de Futuro e o professor Cláudio Cardoso na tarde desta quinta-feira, 03.
A comunicação organizacional está a serviço do negócio, e tem por função levar energia a todos os níveis internos e externos à instituição. Trata-se, por um lado, de colocar os integrantes da organização como verdadeiros membros participativos da comunicação na empresa, e por outro, construir relações de confiança com os públicos de interesse, conquistando credibilidade. A imagem é um dos bens mais valiosos para qualquer corporação, e a comunicação oferece as estratégias para preservá-la. Não é preocupação exclusiva das grandes organizações, mesmo as pequenas e médias empresas precisam conduzir zelosamente a consolidação de sua marca e seu posicionamento no mercado. O comunicador organizacional necessita conhecer a fundo as forças, fraquezas, potencialidades e ameaças que cercam a empresa, para assim traçar planos de ações estratégicas para os diferentes níveis.
Existem instituições em que os seus membros não compreendem a importância exercida pela comunicação, e nem muito menos se identificam como parte desta. Está aí o maior desafio. É necessário investimento da organização para educar os seus funcionários de forma que possam entender melhor e contribuir para o processo comunicacional. Porém, o desafio maior pode não estar na base, mas no topo da pirâmide. Em situações de crise, uma boa comunicação estratégica pode evitar a quebra de uma empresa. Mas quando os dirigentes oferecem resistência quase irracional, recusando a implementação de novas e necessárias medidas para o reposicionamento da marca por tradicionalismo ou mera falta de lógica, não há comunicador e nem santo que faça o milagre. É preciso existir colaboração.
O jornalismo e as organizações mantêm uma relação de desconfiança um com o outro. Não é de surpreender, jornalistas e homens de negócios são desconfiados por natureza. Mas aqui também pode existir certa colaboração. A mídia é essencial para o posicionamento de uma marca, quem trabalha com comunicação sabe bem disso e é este pessoal que está entrando nas organizações, por isto a tendência é que as empresas tragam a imprensa mais para perto. E é claro que o jornalista também cumprirá o seu papel, tirando proveito desta relação para buscar por notícia relevante. Uma coisa é certa, os mundos das organizações e da comunicação estão girando na mesma rotação.