Des.apego.tridimensional

Minha pauta. Minha fonte. Meu texto.

Saber perder. Talvez tenha sido a lição que meus pais mais se empenharam em me ensinar, desde sempre. Certa vez meu pai me perguntou como eu ia lidar com a perda de um namorado (que eu ainda nem sonhava ter) ou de alguém querido, se eu mal superava o fato de ter que me desfazer daquele primeiro soutien que, de tão velho, mal servia para guardar de lembrança.

Meu pai tinha razão – e eu não me dei conta disso agora – é preciso entender, aceitar e desapegar de coisas e pessoas – especialmente de pessoas.

A pauta que cai. A fonte que, de tão fofa, você quer levar pra casa – ou aquela que decidiu não mais falar. O texto que cortam. Há dois meses vivendo o Futuro, me dei conta de que não aprendi o suficiente sobre o desapegar. Sofri pela pauta, sofri pela fonte e sofri pelo texto.

Às regras

  1. Se você acha que sua pauta é incrível SÓ PORQUE ela aborda um assunto ou ideologia com os quais você se identifica, ela tem grandes chances de cair – e você não vai poder fazer nada.
  2. Consiga o máximo de fontes que puder – e não se apaixone por elas.
  3. Pense que seu texto é como um filho, crie-o para o mundo e não para você – assim, quando ele for reduzido à metade, você não vai correr pra sentar e chorar.

E, sim, perder a fonte é que nem perder o namorado, só que pior.