Teoria dos podres poderes

25/05/2016
Foto: Daniel Klajmic

Foto: Daniel Klajmic

 

01h30min da manhã. Ideias soltas entre possíveis temas nas anotações do bloquinho, olho cansado pedindo arrego. Café e Caetano Veloso nas notas de Podres Poderes – De um Caê genial em 1984 ao estranho 2016 na política tupiniquim.

“Enquanto os homens exercem seus podres poderes, motos e fuscas avançam os sinais vermelhos e perdem os verdes. Somos uns boçais”

Entre áudios vazados e supostos golpes a parte, cá estou sem um rumo textual adequado e uma autocensura evidente: “se prenda apenas a narrar o seu cotidiano no Correio de Futuro, Roberto. Essa é a função desse blog”. Como? Apenas falar de uma reunião pela manhã para decidir o produto da turma, a já costumeira ida para Feira de Santana para retorno no dia seguinte, aula à noite sobre Teoria Gnóstica do jornalismo? Não me vem à mente um texto que costure tudo isso.

Na faculdade, a professora Andréa Souza avisou: “Próxima aula vamos debater a teoria Nova História”. Não sei se ela percebeu, mas todas as teorias estão casando perfeitamente com o nosso atual contexto político. Os fatos estão efervescendo tão rapidamente a ponto de não esperarem o próximo “boa noite” do William Bonner.

“Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica que sempre precisará de ridículos tiranos (?). Será, será, que será?”

Em um momento como esse, onde a realidade, numa Teoria do Espelho, grita para ser realmente noticiada, maldita a hora para ser um gatekeeper. Maldita também é a minha hora que, sem inspiração, tenta prender o leitor nesse texto.

“Será que essa minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos(?)”