As coisas estão começando a engrossar por aqui. Saudades da fase de palestra, nada de sair com jornalista para acompanhar a apuração e ficar de canto de olho vendo ele bater o texto. Agora é sem massagem. O barril dobrado começou, e temos que montar um produto com tema, pautas, personagens, histórias e fontes; tudo das nossas cabeças. O tema foi pensado, as pautas foram trazidas, entretanto, é cediço que muitas despencaram (ou não) sobre três metros de olhares rigorosos.
Ontem, enquanto discutíamos as nossas pautas, tentávamos desvendar o que nossas juradas exigiriam delas. Conversa vai, conversa vem, uma de nossas mentes brilhantes teve a ideia de chamar uma simpática editora para nós dar uma luz: afinal, o que sustenta uma pauta? “Personagem” respondeu ela, sem rodeios. Jundo, veio um daqueles que já esteve no nosso lugar, e disse que temos que pensar em boas histórias e pré-apurar o máximo possível para conseguirmos convencer a cabeleira branca, a magrinha e a professora das frutas de que nossas pautas podem voar. Faremos o papel de Advogados da Palavra.
Esse era um lado do jornalista que eu não conhecia. Não basta você amar a sua pauta e ter certeza que dará uma boa história, temos que convencer o editor de que ela vale a pena! Tudo gira em torno da forma de como vamos vender essa pauta.
Sobre a aprovação ou não do tema, e a chacina – ou não – das pautas, aguarde os próximos capítulos. Prometem ser eletrizantes.
PS: Dei uma leve dica sobre o tema do produto no texto. Se vocês notarem, nada de spoiler.