Não vende

11/05/2016

Estamos próximo de completar metade do cronograma da décima turma do Programa Correio de Futuro. Já familiarizados com imersão na redação, a discussão para a escolha do produto dessa edição tem ganhado destaque nos últimos dias.

As ideias começam aflorar, assim como as dificuldades de encontrar um tema que se encaixe nas afinidades de cada participante. Além disso, há algo que sempre permeia as conversas: “isso não vende”. Vender no sentido de ter audiência, de ser relevante e etc. Nesse processo, não importa se no nosso entendimento o tema proposto seja imensamente importante. Há um público a atingir.

O jornalismo sobrevive de audiência. Nosso desafio, para além da profissão, é fazer com que aquilo que produzimos seja consumido por um maior número de pessoas. Por conta disso, um “jornalismo estratégico” deve entrar cena. Como então fazer vender nossos conteúdos? E o que é ou não vendável? São questionamentos que inquietam, mas que não podem passar despercebidos.

No momento em que escrevo este texto, há discussões em dois grupos no WhatsApp sobre como produzir algo bom o suficiente para fazer o leitor, ao menos, se interessar pela capa daquilo que prometemos. Soa até engraçado a tranquilidade que esse produto será visto no final. Se ainda nem começamos de fato a colocar a mão na massa e já estamos ouriçados com os prazos e cobranças, prefiro não imaginar como será o clima de produção “à vera”.

E que no fim nosso produto seja comprado.