O tempo passou depressa na última semana. Fiquei mais na redação e admito que me surpreendi, pois apesar de gostar de ir para rua, dentro das “quatro paredes” também tive verdadeiras aulas de apuração. Nesses dias, pude entender os dois tipos de jornalismo.
Na segunda, 2, passei pela coluna de Telma Alvarenga, a coluna da adrenalina constante. Falo isso porque boa parte do conteúdo da coluna depende, exclusivamente, das fontes — e elas não estão sempre disponíveis para nós, jornalistas. Passei boa parte da tarde no telefone apurando e procurando novidades para as notas. Uma coisa que me ocorreu quando eu estava no telefone é que todo bom jornalista valoriza cada fonte que tem. E mais, valoriza uma agenda organizada com o número de centenas delas.
No final tarde, acompanhei Jorge Gauthier, editor do canal Me Salte, no ensaio da drag Kaysha Kutnner. Saímos da redação às 17h para buscar nossa fonte e seguir para a casa de Angeluci, onde ocorreu o ensaio e a entrevista. Participei da conversa de Jorge com Kaysha e quando a perguntei sobre seu trabalho na empresa de telemarketing ela me disse: “Amo meu trabalho. Na próxima festa de lá vou fazer uma fazer uma apresentação. Imagina Kaysha Kutnner lacrando naquela empresa?” . Kaysha é uma figura, ela merece um perfil. O exercício de também participar dessa entrevista foi importante. Com Jorge aprendi que quando o jornalista fala a língua da fonte ele consegue mais informações para produzir uma boa matéria.
Na terça, 3, fiquei com Naiara Ribeiro, ela administra as redes sociais do Correio*. Além de acompanhar as páginas do jornal nas redes sociais, conheci o setor de marketing do Jornal. Foi uma ótima experiência, pois pude entender como o jornal funciona enquanto empresa. Nos outros dias, quarta e quinta-feira, passei pelas editorias vida e política.
Ansiedade
A redação já não me amedronta tanto, mas estou ansiosa. A escolha do tema do nosso produto tem me perturbado, pois não temos muito tempo . Na última sexta, 7, houve a primeira reunião para discutir o tema – e não foi fácil. Somos dez pessoas diferentes, ou seja, são muitas ideias. Acho que todos nós, futuros, estamos cheios de expectativas. Espero que dê tudo certo.