Descobrindo o jornalismo

 

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Na tarde da última quarta-feira (27), a Câmara dos Vereadores estava  movimentada . De um lado, vereadores conversavam alto. Do outro, boa parte da categoria  dos taxistas clamava: “Eu sou taxista com muito orgulho, com muito amor”.   Entre um e outro, jornalistas que estavam na  busca de informações sobre a votação do projeto de lei que proíbe a utilização do aplicativo Uber em Salvador.

A sessão estava lotada, com muito barulho – eu não sabia para onde ir, mas sabia que estava no lugar certo – o resultado da votação não demorou, pouco tempo depois o vereador Alfredo Mangueira, autor do projeto, comemorou a aprovação da lei: por unanimidade, eu já sabia.

Começo o post com esse relato, por conta do grande aprendizado que tive com essa  pauta. Nesse dia, eu estava escalada para a editoria de fotografia e assim que cheguei na redação soube que iria para a votação do Uber. Acompanhei o fotografo Almiro Lopes e o repórter especial Alexandre Lyrio.

Quando chegamos à Câmara, fomos pegar as credenciais e eu fiquei acompanhando o repórter enquanto ele conversava com fontes. Eram muitas pessoas, as informações precisavam ser ditas e apuradas naquela hora. Lyrio  consegue fazer perguntas concisas as fontes, sem falar na sua abordagem –  é sempre um grande aprendizado acompanha-lo. Pude observar como o olhar apurado de Almiro conseguia captar cada momento.

No final, entrevistei dois taxistas que faziam um “buzinaço” na porta da Câmara. Um deles, seu Antônio Silva, me falou sobre a concorrência desleal do Uber. “Eles cobram mais baratos, mas não pagam impostos. Fora Uber”, afirmou.

Saí da Câmara apreensiva com toda aquela agitação. Jornalismo é esse misto de emoções.