Ao longo da semana, os colegas postaram primeiras impressões sobre a segunda fase do nosso programa, a de imersão. Teve gente que ficou surpreso com o que encontrou na ruae quem não ficou lá muito contente com a sensação de cobrir enterro. Comigo também não diferente. Nessa semana já acompanhei repórteres de que foram desde hospital para apurar morte, até coletiva política.

Governador Rui Costa em na inauguração das obras de requalificação do centro antigo, Salvador

Governador Rui Costa em na inauguração das obras de requalificação do centro antigo, Salvador

Vi um pouco como funciona a rotina de um repórter de rua e de repórter online. Na rua, o tumulto da apuração, o trânsito e calor (sim, ficar quase 2h, debaixo de um sol quente, no centro do cidade, escutando o pronunciamento do governador não é fácil) são o tempero da corrida jornalística atrás da notícia. Já no online, o que condimenta é a lentidão da internet. Como se não bastasse o serviço incrível que já nos oferecem aqui no Brasil, ainda vão limitar nosso uso nos planos de internet fixa.

Se por um lado há empecilhos para que a profissão seja exercida com plenitude na prática, de outro sobra força de vontade dos jornalistas na redação. É muita paixão envolvida na disposição de quem chega 7h da manhã pra pegar no batente. E errado está quem pensa que essa disposição se dissipa ao longo do plantão!

Com um elogio aqui e um puxão de orelha alí, eu sigo digerindo a minha imersão: correndo atrás de fonte, fazendo ronda entre os bancos de dado atrás de notícia, atendendo leitor estressado pelo telefone e praticando jornalismo.