Ao longo da semana, os colegas postaram primeiras impressões sobre a segunda fase do nosso programa, a de imersão. Teve gente que ficou surpreso com o que encontrou na rua, e quem não ficou lá muito contente com a sensação de cobrir enterro. Comigo também não diferente. Nessa semana já acompanhei repórteres de que foram desde hospital para apurar morte, até coletiva política.
Vi um pouco como funciona a rotina de um repórter de rua e de repórter online. Na rua, o tumulto da apuração, o trânsito e calor (sim, ficar quase 2h, debaixo de um sol quente, no centro do cidade, escutando o pronunciamento do governador não é fácil) são o tempero da corrida jornalística atrás da notícia. Já no online, o que condimenta é a lentidão da internet. Como se não bastasse o serviço incrível que já nos oferecem aqui no Brasil, ainda vão limitar nosso uso nos planos de internet fixa.
Se por um lado há empecilhos para que a profissão seja exercida com plenitude na prática, de outro sobra força de vontade dos jornalistas na redação. É muita paixão envolvida na disposição de quem chega 7h da manhã pra pegar no batente. E errado está quem pensa que essa disposição se dissipa ao longo do plantão!
Com um elogio aqui e um puxão de orelha alí, eu sigo digerindo a minha imersão: correndo atrás de fonte, fazendo ronda entre os bancos de dado atrás de notícia, atendendo leitor estressado pelo telefone e praticando jornalismo.