Roda de histórias

Sem Título-1

Arrastamos as cadeiras de rodinhas e arrumamo-las em formato de semicírculo. Nós nos olhávamos uns aos outros e as professoras Bárbara Souza e Maria Ísis, da Faculdade Social da Bahia, conduziam o encontro. Em poucos minutos, os Futuros tagarelavam histórias e impressões sobre a primeira semana do programa e rabiscamos as ideias iniciais para o produto.

Excitados com o que foi visto sobre jornalismo, diferente do que é abordado na academia, não demorou muito para que as nossas sugestões para o produto – que será desenvolvido nos próximos meses – chegassem e fossem inspiradas no que vimos durante a semana. “Trazer histórias interessantes”, “jornalismo de dados”, “atrair o leitor”, “interação”, eram algumas de nossas preocupações.

A dinâmica nos proporcionou mais momentos de trocas. A conversa tinha tom informal e a sala climatizada nos livrava do calor de 30º, mas há Futuros que preferem ele. Cada um tinha algo para contar e as nossas visões de mundo, de repente, se complementavam, tornavam tudo mais rico. Do interior da Bahia aos bairros periféricos de Salvador, questionamos a realidade que nos chega pelos meios de comunicação e redes sociais. E claro, como costume, sobre o papel da imprensa, a crise do jornal de papel e dos enquadramentos.

“Esse tema ninguém pauta, por quê?”; “A imprensa ainda se comporta como se ela fosse o único meio para levar informação com credibilidade e responsabilidade, como se as pessoas não tivessem acesso as novas versões”; “A desigualdade em nosso país e na nossa cidade é algo que ainda choca”; e assim o aprendizado circulava pelo semicírculo com histórias atrás de histórias, exemplos atrás de exemplos.

Ainda é cedo. Não fechamos o tema e os formatos do nosso Futuro produto, mas o primeiro passo já foi dado. Nossa primeira reunião para o feedback e pensar temas possibilitou mais do que o aprendizado: trouxe oportunidades para um completo e rico trabalho em grupo.