Bate-bola com Herbem Gramacho

Herbem Gramacho é difícil de ser fotografado. Enquanto fala, ele dá um passo para a frente e outro para trás, sambando no carpete.

Herbem é difícil de ser fotografado. Enquanto fala, ele dá um passo para a frente e outro para trás, sambando no carpete.

Herbem Gramacho é um dos jornalistas do Correio* que trabalha para o jornal ser lido de trás para a frente. Responsável pela editoria de esportes, chefia uma equipe de seis pessoas – dois subeditores e quatro repórteres – carinhosamente referida como “time”. Embora se autodeclare fã do não-futebol, reconhece que o destaque nas coberturas é para os gramados, principalmente soteropolitanos, e em seus oito anos de Correio* é o que mais tem feito.

O tempo de carreira faz de Herbem um jornalista experiente, que não só estuda sobre quem vai entrevistar mas, olhem só, sobre quem vai entrevistá-lo. Provavelmente antes de alcançar um minuto completo na frende do auditório, sem nunca ter nos visto pessoalmente, provou conhecer nossos nomes e tudo o que produzimos no programa até agora – os posts deste blog.

Mais do que stalker, o capitão do time Correio* é um recente entusiasta das redes socais e admite que produzir para as plataformas digitais não tem sido simples, mas encheu a bola do jornal com alguns torcedores.

Quer dizer, outros torcedores. Herbem não dá nenhum sinal até ser perguntado e responder sem cerimônia que torce para o Bahia. Segundo ele, ganhar pouco e perder fins de semana no trabalho é para os apaixonados pela profissão, mas no jornalismo esportivo a coisa muda um pouco. “Essa paixão está também do outro lado”, dá a aspa. Quando comenta sobre o que diferencia o repórter esportivo, Herbem não menciona bom relacionamento com as assessorias dos clubes ou capacidade de identificar revelações do esporte.
É preciso saber falar para apaixonados.