
Falando de jornalista, mudança é algo que todos nós gostamos, elas sempre rendem uma boa pauta. Mas, e quando a mudança é na sua profissão? E quando os jornalistas precisam mudar o seu modo de trabalhar porque ele não condiz mais com a nova era? E nós, futuros, que entramos para este mundo jornalístico já tendo que acompanhar essas rápidas mudanças, como fazemos?
Depois desse parágrafo, eu imagino – ou espero – que você já tenha uma ideia de que mudança estou falando: isso mesmo caro leitor, é da bola da vez, a internet. Se antes a rotina jornalística era linear hoje ela é difusa: o jornalista tem que se preocupar em falar do mesmo assunto no impresso, no online e nas redes sociais, adaptando a informação a cada um desses veículos. E, a partir do momento que o conteúdo está na rede, vem a preocupação com a circulação. Se antes esta era exclusiva da gráfica que imprimia o jornal e do pessoal que o distribuía para as bancas e casas dos assinantes, hoje é de toda a equipe: “No jornalismo contemporâneo, editor, repórter e estagiário são responsáveis pela circulação do conteúdo” afirma Wladmir Pinheiro, editor do Correio24horas.
Como a internet é um espaço público e tudo ocorre em tempo real, aquela notinha que foi publicada no online e já circulou pelo Facebook, Instagram e Twitter, está sujeita a comentários nem sempre gentis dos leitores. Não que isso não ocorresse no impresso, mas agora as coisas são ditas, ou melhor, escritas apenas alguns minutos depois da publicação e milhões de pessoas conectadas tem acesso a ela. Aí, entra a vantagem: se for algo realmente grave, como foto ou informação erradas e erro de ortografia, a internet lhe concede a graça divina da edição.
Agora, caro leitor, vêm a pergunta que vale muito mais que 1 milhão de dólares: se as pessoas têm acesso a informação gratuita e paga (entram nessa conta as assinaturas online) através do seu computador, tablet, smartphone e adjacências, para onde vai o jornal impresso? E alguns ainda vão se perguntar: como vou enrolar o peixe no dia seguinte? Lamento decepciona-lo mas creio que não tenho as respostas e, inclusive, estamos à procura de alguém que as tenha: para o jornal e para o peixe.