Nesta semana, parecíamos mais estudantes de arquitetura do que de jornalismo. Logo na segunda-feira, construímos (ou melhor, tentamos construir – um castelo em 40 minutos. Com cartolina, tesoura e crepom almejamos sólidos palácios. Entre debates sobre tetos retráteis e as cores da realeza, acabamos mais ou menos assim:
Os nossos desejos não se concretizaram por vários motivos: falta de planejamento, de divisão de tarefas, pelo mau uso do tempo, por não saber exatamente o que o cliente fictício queria… A moral da história é perceber como todas essas falhas podem atrapalhar no exercício de qualquer profissão. E como no jornalismo essas lições são mais do que necessárias.
Conhecer o cliente, no caso, o leitor, oferecendo o que seja interessante de uma forma atraente. Entender a redação como uma equipe, onde repórter de texto e fotográfico, editor, infografista, entre outros – e existem muitos “outros” nem sempre lembrados – são todos essenciais para um bom produto. Lembrar que a produção deve ser esmerada, mas que o jornal deve estar na banca na manhã seguinte. Planejar o que irá ser apurado, por quem e como será publicado.
Por fim, entender que textos ou fotos são como castelos de areia e, dependendo das circunstâncias, podem ser “demolidos”, seja por não se adequarem, seja por algo mais importante ter que ocupar aquele espaço. E acabarem sendo totalmente modificados. Ou até mesmo não sendo publicados.
Lições que ficam: o alicerce de uma boa matéria é uma apuração aprofundada; as paredes, são textos bem construídos. E o acabamento se dá com um visual inteligente.
Como fazer tudo isso? Foi justamente o que vimos ao longo dessa semana. Acompanhe nos próximos posts.