Era noite de sexta-feira, 21, última partida da semana dos Jornalistas de Futuro. O time formado por nove jogadores, já que a zagueira fotógrafa Lorena foi desfalque por conta de uma contusão, atuava fora de casa. Para conquistar os três pontos cada membro da equipe deveria escolher a posição que mais interessava e partir para cima do adversário, o tempo.
Ao invés de 90 minutos o time tinha mais de 5 horas para desenvolver suas habilidades, e colocar em prática o que aprendeu durante o treinamento contínuo em sua casa, a Facom. A estratégia era simples e objetiva: observar o fechamento do jornal e não atrapalhar o cumprimento dos prazos dos jornalistas.

Escalação: Edely; Dimas, Lorena (desfalque), Alexandro e Luana; Marília, Carol, Windson, Marilúcia; Ruan (Ilustração: Monique Garcez)
Primeiro Tempo
O jogo começou assim que Paulo Leandro fez a alocação dos jogadores nas editorias do Correio. Mal teve início a partida e o time tomou conhecimento da agitação da redação. Mesmo assim a equipe conseguiu ocupar todas as partes do campo e marcou gols e mais gols a cada pergunta respondida, a cada informação adquirida.
Segundo Tempo
Lá fora a chuva tomava conta de Salvador e levava o caos à cidade. Como o estádio, ou redação, estava devidamente protegido, o frio nem chegou perto de assustar os Jornalistas de Futuro, que continuaram jogando da mesma forma. No final das contas o time atuou e se distribuiu de tal maneira que acabou goleando o adversário.
Fim de partida
Escolhi escrever com esta linguagem que aspira a ser “futebolista” para falar sobre o encerramento da primeira semana de imersão no programa Jornalismo de Futuro, porque não encontrei forma melhor que descrevesse a minha sensação de ter conseguido trabalhar diretamente com a editoria de Esportes.
O modo de funcionamento desta editoria é totalmente diferente das demais. Embora na sexta-feira todo o jornal já pense as edições de sábado, domingo e segunda, e adiante algumas matérias para estes dias, pouco conteúdo de Esportes é feito para o primeiro e segundo dias da semana. Isso acontece porque há uma grande atualização diária de competições que acontecem em todo o mundo. Com isso, os jornalistas precisam, por exemplo, dos resultados dos jogos dos times locais e do Pan-Americano. A própria linguagem do texto é diferente, pois é informal e possui jargões típicos dos torcedores.
Acompanhar a rotina produtiva da função que quero exercer é também me enxergar no futuro. Vi as notícias sendo cuidadosamente transpostas para a página do jornal visando não ultrapassar os limites, a escolha da foto que mais representasse o sentimento do fato, a edição do texto, e a minha vontade era participar daquilo, sair do campo da observação e já atuar como profissional de jornalismo.
Embora saiba que ainda estamos no início do projeto, não me arrisco quando digo que tudo já valeu a pena. Trabalhar dentro de uma redação está me proporcionando não somente expandir meu campo de visão acerca do jornalismo, como também ter mais paixão pela minha futura profissão.
Ruan Melo