Desgarrada do bando

Desgarrada do bando

 

 

Tarde chuvosa com Nivaldo e Andréa

Fotos: Lorena Vinturini

Em uma sexta feira chuvosa, me desprendi do grupo de Jornalistas de Futuro para acompanhar a fotógrafa Andréa Farias. Antes de sairmos às ruas, o fotógrafo Antonio Saturnino, muito pacientemente, além de mostrar suas fotos do dia, me revelou várias dicas. Ensinamentos também foram passados pela editora de fotografia, Sora Maia, que falou um pouco da produção de um fotojornalista. O dia se desenrolou assim: como uma grande e produtiva aula.

Depois de ouvir a pauta e as ideias da editora de fotografia, com a pauta em mãos, nos dirigimos ao Colégio Oficina. A foto era de uma personagem. Pauta light, bom para a primeira experiência de um olhar em treinamento. Andréa deveria fotografar uma aluna do colégio que faria o Enem no sábado. A pauta se referia ao Enem como uma prova de resistência e Naiana Ribeiro, a personagem, faz aulas de dança desde criança e acredita que a atividade a ajuda na hora da prova. Por sorte ou inconsciente óptico, como diria Walter Benjamin, chegamos no horário do intervalo e Andréa pôde aproveitar o ambiente da sala de aula com poucos alunos.

 

Em atividade

 

Interação com a fotografada

 

Como a outra pauta estava marcada para mais tarde, voltamos à redação. No caminho uma pausa para fazer algumas fotos do tempo. Andréa revelou que está com essa imagem na cabeça há alguns dias e ainda não a tinha feito. E o fotógrafo tem que estar preparado para tudo. Para ele, não tem tempo ruim. Mesmo debaixo de chuva, pegamos nossos guarda-chuvas e saímos a clicar.

Não existe tempo ruim para fotografar

Em um dia atípico com poucas pautas, aproveitamos os caminhos, muito bem guiadas pelo motorista Nivaldo, para Andréa contar sobre suas experiências enquanto fotógrafa. Há 19 anos na profissão, disse que vive em função do seu oficio e deve tudo que é à fotografia.  Na despedida agradeci a ela pela oportunidade e paciência. Ela me respondeu: “Pronto! Agora ou você se apaixona de vez ou larga logo essa profissão doida (risos)”. Particularmente (e com entusiasmo) fico com a primeira opção.