Primeiras impressões de uma redação

Primeiras impressões de uma redação

Dezenas de dedos que pressionam apressadamente teclas de uma imensidão de computadores, televisores sintonizados tanto em jogos de futebol quanto novelas, telefones tocando ininterruptamente, pessoas discutindo notícias, outras comemorando prêmios conquistados. Estes foram os primeiros aspectos observados na redação do CORREIO ao passar meu primeiro minuto sentado naquela mesa reservada para os debates do dia.

Ao me deparar com tudo que estava acontecendo e perceber a rotina alucinante de uma redação, pude então me concentrar em um dos meus objetivos, que era o de conhecer as pessoas por trás do jornal. Queria saber quais eram as mentes responsáveis pelas capas tão elogiadas e pelas reportagens premiadas.  Este desejo foi logo realizado após Paulo Leandro, secretário de redação, iniciar os trabalhos e nos apresentar todas as editorias do periódico.

Assim que esclarecemos milhares de dúvidas com Paulo Leandro sobre a rotina produtiva do CORREIO, pudemos então participar, mesmo que em pé e em silêncio – para que não se perdessemos um detalhe do que estava acontecendo -, das reuniões de apostas para o final de semana e do fechamento do jornal.  E mesmo espantado com o que via, pois esperava discussões homéricas, com pautas caindo, pessoas revoltadas – pensamento este fruto das minhas experiências acadêmicas não tão agradáveis -, fiquei vislumbrado com o andamento da discussão das notícias e de como tudo fazia parte de um processo gigantesco.

No segundo dia de imersão, Linda Bezerra, chefe de reportagem do jornal ou “pauteira” – como prefere ser chamada -, discutiu conosco o processo de apuração das notícias. As quase quatro horas de explicações trouxeram como saldo uma imensidão de aprendizado, que logo será aplicado durante a elaboração do nosso produto jornalístico.

                                                                                                                          Linda Bezerra/ Foto: Rodrigo Rossoni

Embora o projeto ainda esteja no início, já fui contaminado com a sensação de felicidade por poder fazer parte, mesmo que minimamente, de tudo que é produzido. Resta agora continuar aproveitando as imersões para adquirir o máximo de conhecimento possível e desenvolver minhas habilidades jornalísticas.

Ruan Melo