We are Baianos

Quando escolhemos o tema do nosso produto, fiquei em cima do muro, confesso, mas agora, executando ele e vivendo as entrevistas, entendo o quanto esse tema é batido, mas sempre atual.  As fronteiras diminuíram, o mundo é uma ervilha como dizem,  o diferente quase sempre assusta, no começo é puro reconhecimento, mas depois, é de casa, pode entrar, fique a vontade, não repare a bagunça, é coração de mãe e sempre caberá mais um.

Sempre soube que moro em uma cidade multicultural, Salvador é o quintal do mundo. Ok, talvez eu só esteja meio boba com tudo que estou conhecendo. Sabia que o centro de Cultura Islâmico da Bahia fica do lado de uma igreja Católica?  E ninguém declara guerra.  E que uma família americana comemora o 2 de julho e o 4 de julho? É um big feriadão.  Um francês, luta karatê e defende a Bahia no mundial.  São tantos perfis, é tanta gente de fora, mas que as vezes é mais de dentro do que eu.

Toda vez que vou entrevistar alguém, faço a pergunta tradicional: Porque Salvador? E todos me respondem, Salvador tem cor. E sabem o que eles fazem comigo? Me fazem criar paixão por minha terra. Não houve uma fonte que não tenha me dito, EU SOU BAIANO, OSHE.

E sim, todos são baianos, são risonhos, falam dos ônibus lotados, e do cheiro de xixi, e falam de como a cidade é cheia de coisa linda, todos são soteropolitanos e gostam de mar, alguns não gostam de Carnaval, nem de axé, mas na mesma hora falam: Aqui é a terra de Caetano, e Gil, é a terra de Rau Seixas. Todos são baianos, porque se tem uma coisa que entendi, é que baiano é um paradoxo, ele é exatamente o que todos falam e ao mesmo tempo é exatamente o que ninguém espera. Baiano é baiano, e se você não é, pode ser, basta querer. Afinal, a Bahia, é o Brasil, um pouco menor. (olhe no mapa)