Um balde de promessas, uma gota de água fria

Um balde de promessas, uma gota de água fria

O ar cheirava a tabaco e promessas quando recebemos um sorriso do delegado de um certo órgão da Polícia Federal. Eu e Luana, responsáveis por uma pauta meio polêmica, temos encarado dificuldades que vão além do nosso medo e nervosismo. Na primeira vez que encontramos essa fonte oficial, ela nos disse que tinha muitos dados a oferecer e que poderia nos passar tranquilamente, mas, como as coisas estavam em arquivos digitais, tínhamos que levar um pen-drive. Os olhos brilham com uma coisa dessas. Marcamos uma entrevista para outro dia já que ele não podia nos atender assim de surpresa.

No dia marcado, lá estávamos nós confiantes (e com um pen-drive) de que o cara tinha tudo o que a gente precisava. Um balde de promessas, uma gota de água fria. Uma conversa confusa se estendeu, depois foi se descomplicando até eu entender que A não fazia tal coisa porque isso era responsabilidade de B. No fim, parece que ele foi com nossa cara e nos forneceu dados dos últimos seis meses sobre o nosso tema misterioso que ainda não podemos contar. Por isso todos esses enigmas.

Coletamos boas coisas até agora e também perdemos algo muito importante. Com isso veio o aprendizado, que é o que importa. Errar agora é possível e, creio, perdoável. Vamos que vamos procurar o que falta e escrever. O prazo aperta a cada dia.