Não acaba quando termina

A impressão deve acontecer com agilidade sem comprometer a qualidade do jornal.

Pautar, apurar, redigir, editar. Diariamente essa é a rotina de redações de jornais impressos em todo o mundo. Mas todo esse esforço não faria sentido se o produto resultante desse trabalho não chegasse ao destino final: as mãos do leitor. Aí que entra uma parte importante da “engenharia” que é fazer um jornal diário e que de pouco se fala quando o assunto é jornalismo enquanto negócio: a equipe de Circulação e Logística. Quem nos explicou como é feito esse processo de distribuição do jornal Correio foi a coordenadora de Gestão e Processos do Mercado Leitor, Mara Salmeron, durante a semana de palestras da 11ª Turma do Correio de Futuro.

O setor de Circulação e Logística é o responsável pelas vendas do impresso, tanto nas bancas e entregadores (os chamados gazeteiros), quanto para os assinantes.  “Nosso propósito é ter um jornal de qualidade com o menor custo possível”, afirmou Mara. Como sou do interior da Bahia, uma coisa que sempre me chama atenção é o fato do jornal chegar sempre bem cedo às bancas. Como é possível tamanha agilidade? Pois se engana que deadline é coisa que acaba quando o jornal é “fechado” na redação. Para que tudo dê certo, a finalização tem que ser feita com agilidade, sem comprometer a qualidade da impressão na gráfica. Atraso é sinônimo de prejuízo!

Após os jornais saírem da gráfica, entra em cena um exército de entregadores que levam em vans os mais de 35 mil exemplares do Correio para todos os bairros de Salvador e região metropolitana. Em algumas cidades do interior o jornal chega por meio dos ônibus nas rodoviárias. Mas não, a tarefa diária da logística ainda não se encerra aí. Outra coisa que sempre me perguntei é o que é feito com os jornais que não são vendidos. Mara Salmeron nos explicou que também cabe ao setor ao qual ela coordena recolher a papelada que sobra nas bancas, o chamado “encalhe”. Trabalhão!!!

Descobrimos ainda que, fora de Salvador, o maior público do Correio está em Feira de Santana e nos municípios  de meu querido Recôncavo, além de que uma das cidades baianas mais longínquas onde chega o impresso (partindo da capital) é Vitória da Conquista. De fato ,  a “engrenagem” que movimenta essa máquina de publicar notícias não tem descanso. Todo esse movimento se repete continuamente e,  para cumprir sua função,  um bom jornal  não se faz apenas com bons repórteres.