A imersão na redação deu lugar à reunião dos ‘futuros’ com profissionais de comunicação da Odebrecht e da Braskem, no dia 10 de maio. No encontro, os estudantes conheceram um pouco das estratégias adotadas pelas empresas nos respectivos setores de comunicação. Estiveram presentes Aline Garrido, Relações Institucionais da Braskem; Leonardo Maia, Gerente de Imprensa e Mídias Sociais; Marcelo Gentil, Gerente de Comunicação da Odebrecht; e Francisco Pessoa, consultor na área de comunicação.
Fazer funcionar a comunicação interna para um grande número de funcionários, lidar com crises de imagem, ganhar espaço nas decisões estratégicas. Esses são alguns dos desafios que um setor de comunicação enfrenta dentro de uma grande empresa privada.
Dentre as possíveis frentes de conversa, a curiosidade maior dos presentes se concentrou nos momentos de crise, quando a comunicação tem papel fundamental. Os jornalistas explanaram sobre a antecipação periódica de cenários negativos, feita junto com administradores, com base em pesquisa e monitoramento dos stakeholders (agentes sociais que se relacionam, de alguma forma, com a empresa, como clientes e o governo) e preparação das fontes que representam as empresas em entrevistas.
As contribuições sociais também somaram aos fatores que amenizam as crises de imagem. Além de serem pautas de interesse público, ajudam a construir vínculos entre empresa e sociedade. “A Braskem se preocupa em impactar positivamente a vida das pessoas e, com isso, ganha o benefício da dúvida. A população espera nosso posicionamento oficial antes de acusar”, comentou Garrido.
Moradores dos arredores das estações, por exemplo, comummente mandam mensagem para o Facebook da empresa preocupados com o flare, que é uma chaminé de segurança, por onde sai a chama proveniente da queima de substâncias químicas indesejadas. A assessoria se encarrega, então, de explicar o processo e tranquilizar o morador.
Maia complementou a colega, lembrando que no Facebook há seguidores – entre funcionários, clientes e residentes do entorno de obras – que defendem a Odebrecht porque já conhecem os serviços e projetos sociais prestados.
Futuro
Diante do grupo de estudantes, os jornalistas arriscaram dicas para os ‘futuros’ comunicólogos, tanto na área de assessoria quanto de imprensa. “É preciso ter vontade de aprender. Estar aberto a conhecer o negócio em que irá trabalhar. Entrei com experiência em jornalismo e, hoje, domino assuntos referentes a produtos químicos”, lembra Garrido.
Já Maia aposta em um viés mais investigativo nas reportagens nacionais. Para alcançar o que acredita ser um bom jornalismo, acredita na ousadia e brinca que “todo jornalista tem que ser um pouco cara de pau”.
Desde o encontro, a 10ª turma segue o programa ainda mais empenhada em descobrir seu melhor modo de fazer e com histórias de sucesso como inspiração.