Sete pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Achou a situação preocupante? Esse dado é apenas um dos pontos negativos que se referem ao saneamento básico de forma global. No Brasil as coisas ainda ficam piores quando mencionamos que 6 milhões de brasileiros não tem se quer um banheiro.
Estes e outros índices negativos no qual o Brasil se posiciona em relação a saneamento básico foram abordados hoje no fórum do Agenda Bahia, onde os integrantes da 7ª turma do Correio de Futuro tiveram a oportunidade de debater o tema com o diretor executivo da organização Trata Brasil, entidade que se dedica a estudar o tema no país.
O que podemos perceber neste debate é que o problema de saneamento no país carece de outros pontos que vão além de investimentos no setor. Falta vontade política e conhecimento popular. A população necessita de entender a importância de políticas públicas voltadas ao setor para que os governantes invistam seus esforços em obras fundamentais a saúde e desenvolvimento econômico local.
Todo esse contexto me fez refletir sobre a importância da impressa e a contribuição que ela pode dar ao cidadão. Quando uma obra anunciada não sai do papel ou quando um esgoto corre a céu aberto em determinada região e um profissional da impressa da visibilidade ao assunto, os gestores públicos sentem-se pressionados a tomar uma decisão.
Neste contexto o jornalista torna-se o porta-voz do povo, cobrando necessidades, apontando os erros de gestão e sobretudo, exercendo seu papel e compromisso social.