Caros leitores, compartilho com vocês uma matéria que fiz com o amigo Diogo Costa. A pauta visava mostrar como os soteropolitanos aproveitaram o domingo de eleição. Boa leitura!
Das urnas às praias
Diogo Costa e Rodrigo Daniel Silva
O domingo de eleição foi de praias cheias em Salvador. O calor típico do verão que se aproxima levou vários eleitores direto das urnas para as
praias do Porto da Barra e São Tomé de Paripe. Nas barracas e nos círculos de conversa, política era o papo predominante entre um gole e outro de cerveja.
Foi nesse clima que a advogada Mabel Pita, 29, chegou ao Porto da Barra. Os adesivos colados pela roupa de banho deixavam clara sua preferência política e que a urna tinha sido o seu último destino antes de aproveitar o sol com os amigos. “Acabei de votar e estou vindo aproveitar o restante do dia aqui na praia. A minha intenção é passar o restante da tarde por aqui tomando um solzinho enquanto aguardo pelo resultado”, contou.
Os adesivos também foram os adereços escolhidos pela vendedora de calçados Lucileide Oliveira, 31, para manifestar apoio ao seu candidato. Assim como Mabel, ela aproveitou a tarde de sol para levar a filha à praia enquanto esperaria pelo resultado das urnas. “Fui votar logo cedo para poder aproveitar o restante do dia na praia. Vim curtir o sol com a minha filha e descansar um pouco depois vou para casa acompanhar a apuração”, disse.
O Porto da Barra também foi o ponto de encontro entre Carlos Lima, 51, e os seus amigos. No círculo de conversa, o assunto eram os desafios que o candidato eleito enfrentará a partir de primeiro de janeiro. “Nós precisamos de um presidente que recupere a confiança dos brasileiros. Estou aqui há umas duas horas conversando e o clima está bastante positivo. Sabemos que quem ganhar terá grandes desafios. Por mais que eu não tenha apoiado determinado candidato, quem for eleito hoje também será o meu presidente”, disse.
Há quase 30 quilômetros da Barra, em São Tomé de Paripe, os eleitores também acordaram cedo e foram para praia se divertir. Lá nada de santinho e nem adesivo. Mas muita cervejinha e churrasco. O pintor Carlos Pereira, 50, acordou 5h e tratou logo de ir votar. “Cheguei antes do colégio eleitoral abrir, mas tinha muita gente na seção”, contou. Depois de cumprir a obrigação com a Justiça Eleitoral, foi com a namorada, a cozinheira Gileide Lima, 47, curtir o domingão de sol. “Eu gosto de ir votar, mas em candidato que vale a pena”, ressaltou Carlos, que já tinha tomando, com a namorada, sete latinhas de cerveja e bebido duas garrafas de água mineral. “Ainda vou tomar mais. Hoje é dia de sol quente”, falou, com o sorriso largo.
A volta para casa ficaria por conta do taxista. “Vou pegar uma táxi daqui a pouco, porque amanhã acordo 5h para ir trabalhar”. Confiante, ele disse que nem se daria ao trabalho de acompanhar a apuração. “Não vou nem acompanhar, porque sei que a minha candidata já ganhou”, frisou.
O eleitor Marcos Santos, 31, foi curtir a praia com a família. “Eu estou bebendo para tomar coragem e ir votar em alguém que mude este país”, disse ele. A mãe de Marcos, dona Lurdes Santos, 55, contou que acompanharia o resultado das urnas depois que saísse da igreja. “Vim me divertir um pouco. Deus disse que tem que tirar um pouco do tempo para descansar”, falou.
Quem precisou trabalhar no domingo de eleição acordou ainda mais cedo. Às 5h, a ambulante Aladia Oliveira dos Santos, 66, já estava na fila para registrar o seu voto. “Queria ser a primeira a votar”, disse. Depois partiu rumo à praia onde iria trabalhar até o final do dia.