A disputa por um espaço em cada pedacinho do jornal é algo que pode se tornar frustrante. É difícil lidar com os acontecimentos e saber que por mais bem feita que seja sua matéria, ela simplesmente pode “cair”.
No jornal online, a sede de informação e de alimentação constante dos conteúdos te permite postar todo, ou quase todo material produzido. No impresso, o negocio já é diferente. Até às 23h – horário de fechamento do jornal – tudo, exatamente tudo pode ser substituído, basta algo de maior relevância vir à tona.
Esta briga por páginas, pautas e manchetes é algo que atormenta muitos jornalistas. Os editores ficam vidrados nos novos acontecimentos para que, um destes, seja a capa do dia seguinte ou mereçam um espaço de destaque. Os repórteres, por sua vez, procuram abastece-los com o melhor conteúdo, apurando de forma excessiva na busca de fatos que possam enriquecer a sua matéria.
Certa vez, ouvi um editor dizer que por mais que a pauta não seja “grandes coisas”, o bom repórter precisa ter “tesão” por ela. Este pensamento me atormentou neste fim de semana.
Percebi que, por mais que o espaço no jornal seja minúsculo e que você talvez corra o risco de nem ver o seu texto publicado no dia seguinte, o repórter que se preza sabe que apurar ao máximo é a saída e a tentativa de ver seu trabalho reconhecido.
No final das contas, tudo é passageiro, é efêmero. E o que fica? A vontade de ter apenas um espaço!