A primeira matéria a gente nunca esquece

A primeira matéria a gente nunca esquece

Nessa semana, demos inicio ao processo de construção do produto da 7ª turma do programa Correio de Futuro. Na redação do jornal Correio*, comecei a pesquisar fontes para a pauta em que fiquei responsável e telefonei para o Complexo Penitenciário de Salvador na busca de apurar informações na segunda-feira (20). Fui atendido pela coordenadora de atividades para ressocialização da Penitenciária Lemos de Brito (PLB) Tânia Lúcia. Ao comentar sobre a matéria que estou fazendo, ela me comunicou que haveria um evento com detentos do Complexo e que eu procurasse o diretor da PLB Everaldo de Carvalho para mais referências.

Ao receber o contato de Drº Everaldo, imediamente o procurei para saber do que se tratava. Ele me explicou que haveria um evento chamado Projeto Arte, Cidadania e Cultura na manhã de terça-feira (21) e o local seria o Forte da Capoeira, Santo Antônio Além do Carmo. Logo após saber essa notícia, comuniquei a subeditora de fotografia Sora Maia, que se interessou muito pelo assunto.

Já na terça-feira (21), quando cheguei à redação, Sora conversou com a editora de produção Linda Bezerra sobre o Projeto. Por ter descoberto essa pauta, Linda avisou que eu iria ficar responsável pela cobertura desse evento e me direcionou sobre o que deveria procurar saber nele. Junto com a repórter fotográfica Marina Silva fui até o Forte da Capoeira. Por estar lá pra cobrir algo que teria a participação de detentos, inicialmente fiquei meio assustado. Após encontrar Tânia, fui bem direcionado a presidiários que possuiam boas histórias, por exemplo do poeta Benedito Ferreira e dos integrantes do coral do complexo de Salvador Leandro Teixeira e Jucineide Santana.

Ao conversar com esses presidiários, fiquei muito impressionado com suas histórias de vida. Porque diferente do que nos é apresentado em alguns programas sensacionalistas da televisão, eles buscam dentro da penitenciária melhorar a qualidade de vida, principalmente pelo fato de quando retornarem para o considerado “mundo real” enfrentarão dificuldades na procura por trabalho.

Além dos detentos, tive a oportunidade de dialogar com várias pessoas que também estavam envolvidas com o acontecimento, como o mestre de capoeira Pedro Moraes, a historiadora Cláudia Trindade e o coordenador da Fundação Dom Avelar Hélio Silva Sampaio.

Matéria sobre o Projeto Arte, Cidadania e Cultura

Matéria sobre o Projeto Arte, Cidadania e Cultura