Chegamos ao fim de mais uma fase do programa e a partir de agora nos dedicaremos integralmente ao produto final. Antes, porém, alguns comentários sobre esse período de imersão.
Quais são as suas carências?
Entre a primeira passagem pelo impresso e dois plantões, fiquei majoritariamente na editoria de cidade. Na segunda passagem, então, era hora de curar essas carências: Esporte, Economia, Vida, Bazar e Vip.
Assim, eu fui parar lá no Fazendão para cobrir o treino do Bahia. Bom, não posso dizer que eu descobri uma paixão pelo esporte, mas a experiência foi de grande valia. A melhor parte aqui fica sendo a construção do texto, que vai além do factual (quem joga, quem não joga e por que) e do “aproveitamento do time” como me disse o repórter sobre o treino.
Falando em texto esportivo, semana passada eu descobri a coluna de Herbem, no Correio24Horas e, pela primeira vez, me interessei em ler qualquer coisa sobre futebol. Crédito pra o escritor, claro, que acrescenta história nos seus textos e o torna mais acessível a um público de leigos quanto às técnicas futebolísticas como eu.
Tive também dois em economia. Destaco aqui uma das maiores surpresas que tive com o programa. Queria passar pela editoria, única e exclusivamente, pela experiência porque eu logo iria constatar que isso não serve para mim. Eis que a experiência foi maravilhosa e, desde então, fico ansiando para que o Superior Tribunal Federal vote a favor da desaposentação. Comprei a causa.
Sempre achei que iria gostar de cobrir cultura e minha tarde na editoria foi super produtiva – os ouvidos de Laura que o digam. Acompanhei pela primeira vez o desenho de uma página e os minutos com o diagramador fizeram toda a diferença. Escrever de acordo com o espaço e não sofrer pra cortar o excedente ou se desdobrar pra cobrir a o espaço.
Desbravuras da cobertura de cidade
Perder alguém próximo é triste, muitas vezes, quem está de luto não quer ouvir nada nem ninguém. Mas “a gente não briga com a notícia”, diz Linda, várias vezes. E aí, vamos nós, Edvan e meninas de futuro, para o enterro do Padre Francisco. Momento difícil, família, amigos e fiéis abalados, fila chegando ao portão do cemitério e nós lá seguindo a missão de cobrir o enterro. Foi fácil não. Abordar pessoas visivelmente abaladas e tentar extrair delas informações sobre a vítima, ou pior, sobre o crime. Mas enquanto se discutem se é mais necessário ou mais invasivo, muito tato, sensibilidade, respeito e profissionalismo. Esse último item para não imergir no sentimento do outro e abstrair do objetivo que te levou até ali.