Cobertura de cidade pra cidade

Cobertura de cidade pra cidade

Sempre pensei que quando estivesse trabalhando numa redação, ia querer cobrir cidade. Nessa semana inteira de imersão no impresso, tive a chance de confirmar esse desejo.

Foram quatro dias acompanhando quatro repórteres em quatro pautas. E acho que essa é uma das melhores qualidades no trabalho do jornalista: a falta de rotina. Chegar à redação e descobrir na hora o que vai fazer, estar sempre preparado (caneta e papel na mão) e correr porque a pauta e o deadline não te esperam.

Dia 1: pra delegacia! Não sei se tem a ver com o fato de eu ter estudado a vida inteira em colégio militar, mas outra coisa que eu sempre quis fazer no jornalismo foi cobrir uma apreensão da polícia. Além da experiência, que me garantiu muito aprendizado, tive a sensação de estar fazendo parte de algo com grande relevância.

Dia 2: lá fui eu para uma coletiva na Prefeitura. A pauta do dia era sobre dois programas lançados para que contribuintes debitem suas dívidas. Confesso que não teve a mesma emoção da delegacia, mas a experiência foi tão válida quanto.

Dia 3: na quinta, fiz um voo rápido de cidade pra política e aterrissei na redação. Não foi um dia daqueles com muitas pautas e pautas quentes, então o momento serviu para relembrar a palestra de Jairo – lá na primeira semana do programa – e tirar leite de vaca, digo, buscar pautas nos portais e sites de política e justiça. Não é preciso muito. Basta um olhar atento e um bom conhecimento dos menus para chover pauta na tela, mesmo que às vezes seja só um chuvisco.

Dia 4: hoje! Stella Maris, na cobertura de um protesto inteligente – com placas de sinalização contra a situação de violência do bairro. A pauta já é grande repercussão, o assunto é interessantíssimo e encerrou com chave de ouro mais uma semana do programa.

Mais cinco dias de trabalho, dicas, conselhos e, de brinde, uma dedicatória “para a jornalista do presente”, pois o trabalho (a hora de botar a mão na massa mesmo) já começou.