Não tenho dúvida que as coisas acontecem a seu tempo. No final do ano passado, tentei, pela primeira vez, a seleção para participar da 5ª turma do programa Correio de Futuro. Passei nas duas primeiras etapas, mas perdi na última – a fase de entrevista. Confesso, caro leitor, que estava esperando a reprovação. Posso explicar o porquê. 
Eu estudo na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e o campus do curso de Jornalismo fica em Cachoeira, a quase duas horas de Salvador. Além desta distância entre as duas cidades, naquela época, eu estava no 5º semestre e cursava cinco disciplinas. Não seria uma missão simples, se tivesse sido aprovado, conciliar a faculdade com a oportunidade do Correio.
Apesar disto, fiquei entristecido com a chance perdida. Como costumo dizer, o sabor da derrota é sempre amargo mesmo já sentindo o seu cheiro no ar. Mas sabia – ou, pelo menos esperava – que a vida me daria uma outra oportunidade. Entre a seleção da 5ª e da 7ª turma, aproveitei o tempo para me aprimorar. Escrevi alguns artigos para o Observatório da Imprensa e estagiei na Secretaria de Comunicação da Câmara Municipal de Salvador. Frise-se bem que o período na Secom foi de boas recordações e de muito aprendizado.
Em agosto deste ano, o Correio abriu mais uma vez a sua seleção para o programa de Futuro e, como você sabe leitor, fui aprovado. Admito que ainda não consigo, pela própria euforia, avaliar a importância desta chance. Mas posso adiantar que tem sido uma oportunidade ímpar conviver com pessoas tão talentosas.
A lição que tiro desta história é que de fato as coisas acontecem a seu tempo. Espero que os candidatos não selecionados para esta turma, tentem outra vez. Afinal, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, teria ensinado o poeta português Fernando Pessoa.