Conselho número 1: Ouça conselhos. Não adianta tapar os ouvidos com os dedos, fazer a criança birrenta e cantar alto “lá, lá, lá, lá”. Jornalismo é vivência. E um jornalista experiente sempre tem boas lições pra contar. Aprender com que já experimentou as dores e delícias da profissão ajuda a criar um rico repertório.
Na verdade, repertório é o conselho número 2. E quem quer ter um amplo tem que ler até bula de xarope. Jornalista que não se informa e não anota o que vê de noticiável está fadado ao fracasso.
Por falar em anotar, é indispensável ter sempre em mãos bloquinho e caneta. Esse é o conselho número 3 (e não pode faltar em hipótese alguma). Seu entrevistado não vai esperar a extração da celulose nem a produção do papel para falar com você. Portanto, carregue um bloquinho como se fosse um membro do seu corpo para não correr o risco de perder aquela declaração importante.
Mas, tome cuidado! O quarto conselho orienta apurar bem “a tal declaração” – porque jornalismo não é bagunça. Ouvir os dois lados é regra número zero da profissão. E tem mais: observe. “A notícia está no detalhe”.
E Por fim – mas não menos importante – o número 5: Tome café. Porque conselho e café, jornalista “de Futuro” toma até quando não quer.