Uma visita técnica às obras do Estaleiro Enseada de Paraguaçu

Uma visita técnica às obras do Estaleiro Enseada de Paraguaçu

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(Equipe Correio de Futuro)

A última quinta-feira (31/10) foi um dia, no mínimo, atípico para mim e para os coleguinhas participantes do Correio de Futuro. Nada de apuração, redação, telefonemas e textos. A programação começou cedo, às 06h da manhã na Bahia Marina, de onde partimos em uma lancha, com destino à região Maragogipe e  São Roque do Paraguaçu, mais precisamente às obras do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP). A viagem durou pouco mais de uma hora e foi bastante agradável, apesar da ausência do sol no início da manhã.

Apesar de toda a expectativa em torno da construção – pelo menos por minha parte, que já havia ouvido alguns comentários a respeito – chegar lá me deixou surpresa com o tamanho do projeto.  Não, você não faz ideia! São 1,6 milhão de metros quadrados (dos quais 400 mil m² foram destinados à preservação ambiental).Para dar uma noção mais real, esse número corresponde, aproximadamente a 160 campos de futebol, ou seja, gigante! (um campo de futebol tem, mais ou menos, 10mil metros quadrados).

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(Entrada das obras do Estaleiro)

Considerada um dos maiores investimentos de iniciativa privada dos últimos 10 anos na Bahia, o EEP é  fruto da associação de quatro grandes empresas de atuação global –  Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki Heavy Industries – que visa desenvolver a indústria naval brasileira e tem o foco voltado para construção e integração de unidades offshore  como plataformas, navios especializados e unidades de perfuração.  O valor total da obra chega à marca dos R$ 2,6 bilhões. Hoje, a construção esta com 30% das obras concluídas, e  deve ser entregue em março de 2015. É lá que serão construídos  seis navios-sonda de perfuração offshore, do contrato firmado em 2012 com a Sete Brasil, no valor global aproximado de US$4,8 bilhões.

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Nosso primeiro programa, assim que chegamos, foi uma apresentação a ao sistema de Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional do empreendimento.  O chefe do departamento de segurança , explicou os níveis de emergência que uma obra daquele porte poderia desencadear  e como estão preparados para solucionar essas questões.  Além de convênios com hospitais nas regiões vizinhas e em Salvador, há um esquema de suporte que compreende um serviço de pronto atendimento equipada com U.T.I. Móvel e uma equipe treinada para atuar em caso de necessidade.

( Vista da Garagem 6 – onde serão cortadas as chapas de aço para dar inicio à produção dos navios)

 

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O Estaleiro Enseada de Paraguaçu também desenvolve um trabalho de sustentabilidade que tem o objetivo de preservar e valorizar a riqueza natural, histórica, cultural e social das regiões onde atua. Seu foco primordial está nas pessoas e em sua interação com o empreendimento, o ambiente físico, com a cultura, as crenças e tradições. Além disso, a empresa  busca mapear e desenvolver ações que gerem impactos socioambientais positivos, incentivem a economia local e consolidem o compromisso de longo prazo com essas populações.
Todas essas informações, foram transmitidas transmitido até nós pela equipe de comunicação da EEP, representada por Marcelo Gentil que foi a pessoa quem nos apresentou a toda a história, projeto e principais iniciativas do empreendimento. Nossa visita foi seguida por um tour pela obra, onde fomos guiados por um engenheiro que mostrou detalhadamente, cada cantinho da obra. ( se eu detalhasse aqui, naturalmente, esta postagem ficaria muito longo).

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Pode parecer redundante dizer, mas foi uma  experiência cheia de superlativos.  É muito bom, enquanto baiana, ver que o meu estado esta muito bem posicional no setor da construção naval, ramo em constante crescimento no Brasil e no mundo. E por falar em Brasil, vocês sabiam que somos a segunda maior indústria naval do mundo?

Nosso visita técnica foi finalizada com um almoço no refeitório da obra e, logo depois, retornarmos para Salvador cheios de novas experiências e histórias pra contar. E, na volta, tinha sol.

Fotos: Marcele Neves