Um ponto de vista sobre o jornalismo online

Um ponto de vista sobre o jornalismo online

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Foto: Reprodução.

Qualquer pessoa que gosta de notícia e informação, provavelmente acompanha diariamente dezenas de blogs e portais jornalísticos por dia. O que o leitor desses portais não sabe é o trabalho que dá para apurar àquelas notas que se multiplicam em uma velocidade assustadora. Ligar para assessorias de comunicação, delegacias, hospitais, Transalvaldor, Polícia Militar, Rodoviária Federal e Estadual, faz parte de toda essa rotina. O telefone não para.

É a partir daí que as questões um pouco mais complexas aparecem. Como os portais de noticias disputam a todo e qualquer custo um clique do internauta, a briga para ver quem informa mais e melhor torna-se cada vez mais acirrada. Não que isso seja ruim, pelo contrário, é ótimo para o leitor. Concorrência é algo saudável.

Porém, se aprofundarmos mais um pouco, vamos perceber que não há condições de um portal de notícias ficar atualizado 24 horas por dia com notícias ‘relevantes’ por inúmeros motivos (uma matéria consistente leva algum tempo para ser feita e precisará de provas que comprovem os fatos, além de fontes seguras de informação que nem sempre são facilmente acessíveis; entre outros motivos). Dizer o que é relevante ou não é algo complicado, mas proponho que entendam o termo com um conceito de notícia que traga informação de interesse público – aquilo que a população tem direito e deve saber.

Como esse espaço que deveria ser de notícias ‘relevantes’ não pode ser preenchido por várias razões, inclusive as citadas e os portais não podem ficar desatualizados, as banalidades do dia-a-dia acabam tomando o espaço que poderia ser ocupado com informações que tivesse algum tipo de impacto na nossa vida. Uma série de notícias surge, preferencialmente para falar de pessoas  (conhecidas como subcelebridades ) que ocupam as tvs com aquilo que mais sabem fazer: nada. Aproveitando dessa fraqueza do jornalismo online, os internautas que não consomem esses produtos de entretenimento que nada mais é que vida privada desses pseudo-artistas, se utilizam do anonimato para criticar, sem medir palavras, as notícias banais postadas por esses blogs ou portais.

A lógica do mercado também participa de todo esse processo, claro. Ma aí é outro ponto de vista…