Não se assustem com o título. Não somos 11 pervertidos que pararam para assistir uma sessão pornô no meio do expediente. Foi apenas trabalho de campo….No mês de janeiro, a 5ª turma do programa Correio de Futuro, apresentará seu último projeto. Não posso adiantar muito o que será, mas a ida ao cine privê está entre a surpresa que preparamos para vocês.
Junto com Taiane Nazaré e Vitor Gabriel*, garimpamos motéis, saunas masculinas, drivers e um cinema erótico – que de cinema não tem nada. Já tínhamos fechado a apuração e visitado todos os lugares sugeridos, mas faltava conferir O Cine Tupy. Mas já que a função do jornalista é humanizar os relatos, nada melhor que conhecer esse tal cinema erótico e saber como funciona.
Localizado na Baixa dos Sapateiros, o Cine Tupy foi inaugurado em 31 de julho de 1956 e exibe dois filmes de gênero pornográfico ininterruptos das 10h ás 18h30, por R$ 6,50. Só pessoas maiores de 18 anos estão liberados para assistir os filmes.
A nossa intenção era permanecer um certo tempo, para que pudéssemos relatar o que realmente acontece nesse espaço. Em um lugar onde muitos entram acompanhados e outros sozinhos, lá estávamos, duas mulheres e um homem, apenas como qualquer outro visitante interessado em assistir filmes pornográficos.
Todos olhavam, achando meio estranho a presença dos três juntos, uma vez que muitos estavam na ante sala esperando por companhia ou já entravam em casais. Já pra entrar na sala do telão, o burburinho masculino nos deixou intimidada. Mas sem titubear do foco, que era entrar e conhecer o espaço, nos deparamos com uma total escuridão. Sem visão, os ouvidos, mais aguçados, captaram gemidos…sabíamos do que se tratava.
Depois de quase cinco minutos lá dentro, saímos vivos. E apesar dos barulhos estranhos e do cheiro insuportável de mofo, a nossa força de vontade jornalística venceu. Espere para ver o que essa experiência rendeu, em Janeiro
*Integrantes da 5ª Turma do Correio de Futuro