Imparcialidade, neutralidade e conservadorismo, adjetivos que devem ser aplicados aos profissionais de comunicação. Mas cá entre nós, a tarefa é árdua. Durante essa semana acompanhei e presenciei o desenrolar sobre o caso dos irmãos que morreram no acidente de trânsito na última sexta (11), no bairro de Ondina, e a cada novidade que surgia no caso, só tinha dois pedidos em mente: justiça, para o que obviamente aconteceu, e um pouco de paz no coração de cada integrante da família dos jovens. Mas e na hora de escrever? Como medir as informações? Como explorar o que aconteceu no dia sem procurar o gancho que prejudique mais um lado ou outro? Complicado.
Segurar as opiniões sobre os casos que estão sendo fortemente repercutidos ou produzir uma matéria ouvindo os dois lados, são exercícios que faz com que nós, estudantes de jornalismo, tenhamos uma noção do quão esse “balanceamento” é eficaz e acaba se tornando base para a vivência diária quando exercemos a profissão. Ser imparcial não se remete a falta de posicionamento. Imparcialidade é fazer com que o jornalista relate de forma igual os dois lados de um mesmo fato, isso acaba levando ao leitor uma segurança nas notícias sempre que o nome do repórter for mencionado e o deixa livre para tirar suas conclusões.
Possuo minha ideologia e meu modo de ver o mundo, mas confesso que juntar imparcialidade com jornalismo é complicado. Deixar de lado meu olhar critico sobre determinado assunto passou a fazer parte do meu processo de adaptação. Estou aprendendo a cada dia, a cada pedido para cobrir uma pauta e principalmente estou exercitando a lei da imparcialidade a cada matéria que escrevo. E tenho plena convicção que o melhor a fazer no momento de escrever uma notícia é transformar meu posicionamento em neutralidade. O leitor agradece.