Minha amiga tecnologia

Minha amiga tecnologia

De todas as maravilhas que o mundo moderno proporcionou para os habitantes deste planeta, a tecnologia, sem dúvidas é uma das mais importantes e onipresentes que se pode ter notícia – aliás, ela é o motivo pelo qual você me lê neste momento. Tão importante, tão útil, mas também tão traiçoeira e viciante. E quando eu digo isso, estou me referindo ao fato de termos nos tornamos reféns de um universo que simplesmente não ‘desliga’ nem por um minuto.

E não é exagero. Como você se sente quando sai de casa sem o celular? Há quanto tempo você não escreve uma carta à mão?  Ela é tão presente, que mesmo imersos nela não conseguimos definir com exatidão qual seu impacto nas nossas vidas, mas a verdade é que a facilidade digital que encontramos hoje deixou para trás alguns hábitos corriqueiros e tão saudáveis como o exercício de trabalhar a nossa própria mente – nem precisa forçar a memória pra se lembrar de nada, Sr. Google está aí, à disposição, para dar aquela mão amiga sempre que necessário.

Algumas tradições, porém, ainda se mantém intactas. Por exemplo, há quem não abra ler um jornal impresso todas as manhãs ou faça questão de enviar junto ao presente, uma linda carta escrita à mão, parabenizando um ente querido por mais um aniversário. Esta mesma pessoa, na última semana foi ao shopping para revelar as fotos das suas últimas férias de verão. Sim, revelar – método antiquíssimo já que estamos na era das câmeras digitais ultra-modernas. Mas sabe o motivo? É que o computador dela quebrou, deu “perda total” e junto com ele, foram centenas de registros do seu último ano que agora, só existem na sua memória…

Entende agora, porque eu digo que a tecnologia é traiçoeira? Não sobrou nem uma foto pra contar história. Ao menos tempo que nos ajuda, encurta distâncias e otimiza nosso tempo, por exemplo, nos torna escravas de suas facilidades e completamente dependentes de algo que, assim como quem não quer nada, pode deixar de funcionar e mudam toda a sua existência na nossa vida – quem tem raiva do computador naqueles dias em que ele resolve simplesmente não ligar? E assim vamos vivendo, involuntariamente, uma relação de amor e ódio com a tecnologia que, ora nos salva, ora nos oprime. E como a cada dia, surge uma novidade, o segredo é usá-la com parcimônia.