Afinal, somos leitores ou consumidores de notícias?

Afinal, somos leitores ou consumidores de notícias?

Quando você compra um jornal, pensa que está consumindo ele, pelo fato de comprar ou está apenas querendo ler o que aconteceu na cidade e mundo nas últimas horas? Talvez  essa diferença entre consumir e ler não foi tão esclarecida porque, hoje em dia, elas se tornaram a mesma coisa.

Talvez eu seja o último romântico do impresso, mas eu gosto de ler jornais. E,  eu antes-leitor  e futuro-repórter guardo este costume de abrir aquele jornal de manhã e querer ver tudo  que  considero importante. O que eu não acho relevante, também deveria estar lá. Falo isso, porque esquecemos (nós jornalistas) que além da imparcialidade, que todos os dias deveria ser a capa principal de um jornal, a vontade do leitor deve prevalecer acima da lógica do mercado que aos pouquinhos nos fazem aceitar essa ideia que o que se vende é o que deve ser mostrado.

Foto: Edvan Lessa

Foto: Edvan Lessa

Se pensarmos assim, o jornal que é feito para todas as classe e todas as idades , deveria ser feito para todos os gostos também. Pagodeiros e roqueiros, artistas e populares, deputados e líderes comunitários, torcedores do Bahia e torcedores do Vitória. Todos, de alguma forma deveriam se sentir identificados, mesmo que as chances de um público vender um jornal, sejam maiores que outros segmentos. Claro, a vontade de ser visto também independe das editorias: um recadastramento do IPTU, um concurso de moda, ou pelo BAxVI que se espera nessa semana, o leitor quer ser visto de todas as formas, em todos os conteúdos. Se é a diversidade que nos torna humanos,  o jornal deve sair fresquinho da gráfica, cheio dessa pluralidade também.

Agora, como podemos fazer isso? Não sei, ainda sou Futuro e como tal me permito os questionamentos e espero ansiosamente pela mudança. Mas, enquanto leitor, eu quero ser lida, todos os dias pela manhã.