Quando você compra um jornal, pensa que está consumindo ele, pelo fato de comprar ou está apenas querendo ler o que aconteceu na cidade e mundo nas últimas horas? Talvez essa diferença entre consumir e ler não foi tão esclarecida porque, hoje em dia, elas se tornaram a mesma coisa.
Talvez eu seja o último romântico do impresso, mas eu gosto de ler jornais. E, eu antes-leitor e futuro-repórter guardo este costume de abrir aquele jornal de manhã e querer ver tudo que considero importante. O que eu não acho relevante, também deveria estar lá. Falo isso, porque esquecemos (nós jornalistas) que além da imparcialidade, que todos os dias deveria ser a capa principal de um jornal, a vontade do leitor deve prevalecer acima da lógica do mercado que aos pouquinhos nos fazem aceitar essa ideia que o que se vende é o que deve ser mostrado.
Se pensarmos assim, o jornal que é feito para todas as classe e todas as idades , deveria ser feito para todos os gostos também. Pagodeiros e roqueiros, artistas e populares, deputados e líderes comunitários, torcedores do Bahia e torcedores do Vitória. Todos, de alguma forma deveriam se sentir identificados, mesmo que as chances de um público vender um jornal, sejam maiores que outros segmentos. Claro, a vontade de ser visto também independe das editorias: um recadastramento do IPTU, um concurso de moda, ou pelo BAxVI que se espera nessa semana, o leitor quer ser visto de todas as formas, em todos os conteúdos. Se é a diversidade que nos torna humanos, o jornal deve sair fresquinho da gráfica, cheio dessa pluralidade também.
Agora, como podemos fazer isso? Não sei, ainda sou Futuro e como tal me permito os questionamentos e espero ansiosamente pela mudança. Mas, enquanto leitor, eu quero ser lida, todos os dias pela manhã.