“Não escolhi fazer jornalismo,fui escolhida”

“Não escolhi fazer jornalismo,fui escolhida”

Em ação.

Em ação.

Pensei em vários temas para escrever nesta sexta, gastronomia, moda, cultura, o que mais chamou minha atenção pelas ruas, assuntos que estejam em evidência, palestras da semana, até em futebol (parei, analisei e cheguei a conclusão de que sou a pior pessoa para falar sobre isso).  Mas aí, por fim, escolhi falar de como cheguei a escolha do jornalismo, o que me fascinou, como identifiquei essa paixão e quem sabe esse mundo também te encanta?!  Mas, vamos lá.

Terminei o ensino médio com um medo T-E-R-R-Í-V-E-L do que fazer, de que profissão escolher, e se não der certo, e se eu me frustrar, enjoar, enfim, minha pós-formatura foi mais preocupada em qual opção escolher na hora de prestar vestibular do que realizada por completar mais uma etapa. Para ser sincera mesmo, jornalismo eram uma das minhas últimas opções, primeiro sonhei com fisioterapia, depois com administração, por último direito. Nada com nada, mas tudo a ver comigo.

Eu sempre tive, e quem me conhece sabe, uma vontade louca de ouvir as pessoas, o que elas tinham para contar e a maneira como elas contavam me fascinava. Quando dizem que jornalista é contador de história, isso é uma verdade incontestável. E o mais gostoso, são histórias reais. Perfeito. Mas voltando para a minha busca do que fazer na vida, logo após a conclusão do ensino médio trabalhei em uma empresa no setor administrativo, que continha um setor de comunicação, foi quando a estagiária administrativa da redação saiu de férias e eu tive que substituí-la. Gente, fiquei in love pelo mundo jornalístico. Em menos de um mês estava ajudando a fazer ronda (ronda=ligar para polícia, bombeiros, delegacias e outros órgãos e saber o que está acontecendo na cidade), fazendo entrevistas para as matérias do site, escrevendo. Bati o martelo e decidir que aquilo era o que eu queria e gostava de fazer.

Lembrem-se sempre disso, escolher uma profissão por amor, é juntar o útil ao agradável, acaba deixando seu trabalho prazeroso. Por isso digo que não escolhi o jornalismo, ele me escolheu. Sem dúvida. De lá pra cá essa paixão só fez crescer. Passei por alguns estágios, como em TV, assessoria, sites, e estou caminhando para meu último ano na faculdade. Amadureci e aprendi muito, fazendo com que eu modulasse uma maneira de fazer e pensar sobre o jornalismo. Cometi erros, mas aprendi muito também. A faculdade me fez aprender na prática. E os estágios somaram, me ensinaram e me fizeram amar mais ainda a profissão. Finalizando, certa vez, li uma frase que me fez entender o porquê de se fazer jornalismo, era assim: “Enquanto essa humanidade for composta por seres sociais, isto é, que se interessam pela vida dos outros, haverá jornalismo”. Disse tudo.