Foto: Maria Isís
Ela chegou com um sorriso largo e um brilho cativante no olhar. Os Futuros todos ajeitaram-se em suas cadeiras para ouvir à subeditora do caderno de Cultura do CORREIO, Doris Miranda. Foi na tarde de sexta-feira (18/11), dia em que os pósteros jornalistas surpreenderam-se com a empolgação estampada na fala e nos movimentos de uma profissional que atua no mercado há 25 anos.
Rotinas do caderno de Cultura, desafios, dificuldades, e claro, os deleites da produção, foram pautados durante a palestra da subeditora. Dentre seus ricos comentários a preocupação com as personalidades que se tornam personagens do texto jornalístico. Doris alertou sobre a responsabilidade social e os impactos que uma reportagem levam à vida destas pessoas.
“Nós devemos ter muito cuidado quando estampamos a imagem de alguém em nossas matérias. O que escrevemos transforma a vida das pessoas”, ponderou a jornalista. Em meio a tantas palestras e aprendizados dos últimos dias de Correio de Futuro, a análise e o cuidado de Doris remete à responsabilidade de que o jornalista não deve apenas preocupar-se com “cliques” ou venda de notícias, mas também com impacto causado na vida das pessoas.
A transição do jornal impresso para o digital também foi amplamente abordada pela jornalista que lembrou do antigo formato do CORREIO e do desafio de escrever de forma concisa sem perder o estilo do texto. “O estilo é a marca do jornalista. Você pode até não assinar um texto, mas quem conhece sua forma de escrever identifica que foi você quem escreveu”, completou.
O olhar de Doris no que diz respeito à nova forma de fazer jornalismo no âmbito cultural, enriquece e exalta a necessidade de conhecer também à cultura clássica.