Os Futuros visitaram a sede da Odebrecht para aprender um pouco mais sobre o Centro de Memória Odebrecht (CMO) com Liana Fontenelle, coordenadora do setor. Ela explicou a importância da preservação da memória para uma empresa como a Odebrecht, que já está há mais de 70 anos no mercado e possui muita história para contar e, principalmente, preservar. O CMO é “um programa permanente de gestão do patrimônio documental e informativo de valor histórico acumulado pela empresa, desde suas origens até a fase atual, visando dar suporte ao público interno, estratégico, acadêmico e outros públicos”.

O CMO, que antigamente era conhecido como CDR- Centro de Documentações e Referência Odebrecht, foi criado em 1991 e busca catalogar, de forma virtual e física, a história da empresa contada através de documentos, matérias, fotos, vídeos, menções, etc (veja como funciona no passo a passo aqui ao lado). O objetivo, além da preservação histórica, é tornar mais fácil para as próximas gerações o conhecimento em torno da grandeza e importância da instituição, seus conhecimentos acumulados sobre gestão, cultura empresarial, tecnologias sociais e obras da construção civil.
A cada mês, cerca de 4 mil documentos sobre a empresa chegam ao setor para serem catalogados. Eles vem de diversas partes do mundo onde a organização tem negócios. Durante a Operação Lava-Jato, no entanto, a equipe chegou a receber mais de 80 mil notícias por mês.
Apesar das empresas Mídia Clip e CDN serem as responsáveis pelo processo de clipagem de notícias sobre a Odebrecht pelo país, Liana afirmou que atualmente as matérias jornalísticas não são mais o foco do acervo, devido a facilidade de encontrá-las online. “As fotos e vídeos são muito mais relevantes para nós”. Há fotos históricas armazenadas no CMO que, inclusive, ajudam contam a história das pessoas e da própria cidade de Salvador. Exemplo disso são as imagens da construção do Teatro Castro Alves, guardadas hoje na sede da empresa com negativos ainda em vidro (foto abaixo).
É importante ressaltar também que não é qualquer informação sobre a Odebrecht que vai para o CMO. Documentos que possuem uma linguagem muito técnica não entram no sistema. Só o que for relevante para o histórico da empresa, justamente por se tratar de um acervo histórico-institucional.

Quem mais utiliza esse serviço são os próprios empregados da Odebrecht: “Temos visitas de historiadores que vão pesquisar na biblioteca através do nosso acervo de livros. Estudantes de arquitetura e engenharia também nos procuram querendo fotos de prédios, plantas… Mas o público interno é quem mais procura, pra utilizar fotos, vídeos, frases do fundador da empresa e dados para serem usados em apresentações corporativas, exposições, painéis, mandar para jornais…”, afirma Liana.
A turma do Correio de Futuro também teve acesso a um mapa de algumas das obras feitas pela Odebrecht em Salvador. Estas obras foram catalogadas pelo CMO e agora ganham um mapa online feito por nós, estudantes:
Mapa elaborado por Caio Issa e Beatriz Oliveira.