Primeira vez no Barradão

Primeira vez no Barradão

Estádio Manoel Barradas, mais conhecido como Barradão

Estádio Manoel Barradas, mais conhecido como Barradão

Estádio Manoel Barradas, mais conhecido como Barradão

Como a primeira vez a gente nunca esquece, eu não poderia deixar de contar como foi o meu primeiro dia de imersão na editoria de esporte no Correio*. Sempre gostei de esporte, mas confesso que não manjo muito dos lances de futebol, que não só é o carro chefe do jornal, mas a pauta esportiva do país. Em meio às pesquisas rápidas no celular sobre nome de jogadores do Vitória e do Bahia, finalmente, fico sabendo pelo repórter de esporte, Vitor Villar que iríamos para o Barradão, o famoso estádio do Vitória que eu só conhecia a fachada.

No caminho me senti muito à vontade para sanar minhas dúvidas com o repórter que prontamente respondia a tudo atenciosamente. Até perguntas mais pessoais como o motivo de ele ter entrado no esporte. Vitor já foi repórter que fazia tudo, foi setorista do clube Bahia no jornal A Tarde e, desde março deste ano está no Correio*. “Para ser jornalista esportivo você tem que gostar de esporte, claro. Fiz basquete minha adolescência inteira e decidi pelo jornalismo esportivo pela pluralidade da profissão. Não gosto muito de fazer só essas matérias sobre treino e bola. Não é minha preferência, porém é da vivência do jornalista esportivo. Eu vibro muito mais quando tem matéria que fuja disso, quando tem política envolvida, escândalos, economia”, declarou.

Chegando ao estádio não demorou muito para Vitor achar a pauta do seu texto que sairia no site. Ia acontecer uma coletiva com o goleiro Fernando Miguel, referente à próxima partida que vai acontecer no domingo (26), em Campinas. A partida será muito importante, pois pode livrar o time rubro-negro do rebaixamento. O repórter questionou o goleiro em relação à importância de jogar fora de casa e com um estádio cheio. Afinal, a Ponte Preta havia feito uma promoção nos valores dos ingressos para lotar o estádio com a sua torcida.

O goleiro e capitão do Vitória garantiu que o time não vai ser afetado: “Cada um luta com as suas armas, e a arma que a Ponte tem para esse jogo é chamar o torcedor para o seu lado. Só que o torcedor não entra em campo. Ali dentro são 11 jogadores contra outros 11. Então, a gente vai procurar jogar de igual para igual com eles e esperamos ganhar nos detalhes para trazer o bom resultado para Salvador”, reiterou.WhatsApp Image 2017-11-26 at 08.57.03 (1)

 

Uma estranha no ninho

Depois da coletiva voltamos para Redação do Correio*, o meu dia de aprendiz na editoria de esporte não havia terminado. Nesse momento, entendi o real significado de repertório dentro do futebol. “ É importante demais o jornalista esportivo ter repertório!”. Essa foi a principal dica do assessor do Vitória que me foi dada quando conversamos lá no estádio. Antes do cargo atual, Moisés Suzart já foi setorista do Vitória e jornalista esportivo de vários veículos na capital, inclusive no jornal Correio*.

Mesmo não sabendo tanto de futebol, o estranhamento passou quando o repórter e setorista do Bahia, Bruno Queiroz me passou a tarefa de fazer algumas notas para o jornal impresso. Com a internet não foi difícil, conheci de nome de jogador até os apelidos dos times. No fim das contas, as notas ficaram prontas (UFA!) e eu voltei para casa com mais uma área de interesse no jornalismo.